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Uma manhã recente de Bambi

Em uma manhã recente, os tratadores saíram para alimentar as 5 meninas, Mara, Rana, Bambi, Guille e Maia. Eles puderam ver 3 elefantes à beira da lagoa e presumiram que eram as “Meninas Superpoderosas”. Maia foi avistada no “quadrado” (área localizada atrás dos recintos 1 e 2, onde os recintos 1, 2 4 e 5 se encontram), então todos estavam preparados para a rápida chegada de Guille. Ao se aproximarem de Mara e Rana, perceberam que o terceiro elefante era na verdade Guille e que Bambi estava faltando, o que não era o esperado. Enquanto todos estavam bolando um plano para a manhã e onde procurar Bambi, você pôde ver que Guille estava parada ao lado de um elefante deitado. Era impossível ver qualquer coisa, exceto a ponta da barriga de alguém acima da grama.

Para avaliar a situação com segurança, todos os outros elefantes precisavam ser afastados do recinto 4. Maia, Rana e Mara se moviam facilmente, mas Guille estava relutante em deixar Bambi. Ela caminhou a maior parte do caminho até o recinto 3, onde Maia estava, mas voltou pelo lago, mais perto de Bambi, várias vezes. Os tratadores acabaram caminhando com ela, ao longo da cerca, para levá-la para o recinto com Maia. É compreensível que ela tenha preocupações depois de perder a mãe, especialmente considerando o vínculo que ela compartilha com Bambi. Naquele momento, não conseguíamos nem determinar se Bambi havia falecido, se ela estava ferida ou qual era a situação.

Assim que todos os outros elefantes estivessem atrás de outros portões, pudemos entrar no habitat e ver que Bambi estava viva e descansando. Ela não estava lutando ativamente para se levantar, mas, pelas marcas na lama, era possível ver que houve algumas tentativas fracassadas e que também havia outros elefantes com ela e ao seu redor. Nessas situações, uma tonelada de pensamentos passam pela sua cabeça, mas tudo isso precisa ficar sob controle, para que você possa agir de maneira adequada e não trazer seu próprio estresse para uma situação que provavelmente já foi estressante para o elefante. Alguns locais pegariam imediatamente um guindaste e tentariam levantar o elefante, mas a realidade é que, se os elefantes não estiverem descansados e não tiverem forças para se sustentar com as próprias pernas, tudo isso será inútil. E não sabíamos se ela estava deitada porque estava doente, ou ferida, ou qual era a situação.
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Com observação e avaliação, sentimos que era mais provável que ela não conseguisse se levantar por causa do ângulo em que estava deitada (sua cabeça estava inclinada para baixo) e sua perna que não dobra estava virada para baixo. Isso torna incrivelmente difícil colocar aquela perna por baixo dela, permitindo que ela se levante. Então foi feito um plano apenas para observá-la, permitindo-lhe descansar. Trouxemos um pouco de comida e água, mas queríamos restringi-la de usar a água para tomar banho porque criar um uma grande poça de lama tornaria a posição muito escorregadia. Fardos de feno também foram trazidos, caso ela indicasse que tentaria se levantar.

O ato de um elefante levantar sozinho é bastante desajeitado. Eles têm que balançar para frente e para trás, geralmente várias vezes, para mudar o peso e iniciar o processo. Quando um elefante que está tendo dificuldades para ficar em pé balança e muda seu peso, você pode rapidamente empurrar um fardo de feno embaixo de sua lateral para ajudar a sustentá-lo, tornando menos trabalhoso na próxima vez que ele fizer uma tentativa. Durante esse período, houve conversas e foram feitos planos sobre o que fazer se começasse a chover, se ficasse muito quente, se poderíamos montar lonas, montar alças de levantamento (temos um kit pré-fabricado para elefantes caídos que tem todos os suprimentos necessários), certificando-se de que a retroescavadeira estava disponível para ajudar a levantá-la se parecesse que ela estivesse tendo dificuldades para ficar de pé, mas não conseguisse fazer isso sozinha. Nosso veterinário/tratador Mateus já estava trabalhando naquela manhã, então ele esteve presente durante todo o processo – além disso, entramos em contato com a Dra. Trish, trocando mensagens durante toda a manhã.

Felizmente, o que suspeitávamos estava correto, que Bambi estava em uma posição em que ela simplesmente não conseguia se levantar normalmente. Depois de um pouco de descanso, ela decidiu que estava pronta para tentar novamente. Assim que ela começou a balançar, os fardos de feno foram colocados no lugar e ela demorou um minuto. Ela rapidamente tentou levantar mais e, desta vez, conseguiu ficar meio sentada.

Por ser uma posição em que ela já se colocou à beira da lagoa e em lamaçais, ela tem memória muscular de como se levantar dali, facilitando e minimizando o estresse. Depois de alguns minutos de descanso adicional, ela decidiu que estava pronta novamente, e desta vez conseguiu ficar de pé completamente. Bambi estava um pouco cansada, mas comeu um pouco de melancia e bebeu água imediatamente. Ela inicialmente parecia como se ela estivesse indo em direção ao recinto anexo onde Rana e Mara estavam, mas mudou de ideia e tirou uma soneca na sombra das árvores ao lado do lago. Um pouco mais tarde, quando Bambi foi em direção ao anexo e parecia pronta para os outros elefantes, os portões foram abertos para permitir que todas (exceto Lady) voltassem a se reunir.

Curiosamente, durante algum tempo depois que Bambi se levantou, Rana e Mara não foram até ela, embora ela parecesse estar esperando que elas se juntassem a ela. No entanto, Guille veio saltando pela linha da cerca e surpreendentemente diminuiu a velocidade quando chegou perto de Bambi. Ela sentiu o cheiro dela hesitantemente e ficou ao lado dela, mudando de um lado para o outro. Foi bom ver alguém comemorando o fato de Bambi estar de pé e ver o alívio visível de Guille por isso.
Bambi estava de pé e bem.

Infelizmente, este cenário não é desconhecido quando se trabalha em santuários, especialmente com uma população de elefantes muito idosa. Com exceção de Guille, os elefantes aqui no Brasil estão acima da média de vida dos elefantes asiáticos em cativeiro (37 anos) e são considerados geriátricos e muito geriátricos (idades variando de pelo menos 50 a pelo menos 65 anos). Sabemos que qualquer manhã poderemos descobrir que alguém faleceu. Embora desolador, não seria totalmente surpreendente. Como santuário, muitas vezes recebemos elefantes que tiveram uma vida difícil, cuidados inadequados e comprometimento físico. Nossa esperança é que possamos dar-lhes a maior quantidade de tempo aqui e permitir que façam parte de algo maior do que eles: uma manada. A alegria de aproveitar o espaço e a segurança para se descobrirem, e a oportunidade de vivenciar os prazeres simples de pastar no capim fresco, cobrir seus corpos com centímetros de lama e poder escolher o caminho que quiserem seguir a cada dia. Apenas 24 horas no santuário são notavelmente transformadoras, embora quando um elefante parte, mesmo depois de estar aqui há anos, ainda há um pedaço de nós que sempre deseja que fosse mais tempo. Então, nessa manhã, recebemos um lembrete dessa realidade, mas fomos agraciados com um resultado que nos deixou aliviados por Bambi, e com uma apreciação ainda maior do que Guille ofereceu ao grupo e do que elas passaram a significar para ela.

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O SEB

O Santuário de Elefantes Brasil (SEB) é uma organização sem fins lucrativos que ajuda a transformar as vidas e o futuro dos elefantes cativos da América do Sul, devolvendo a eles a liberdade de poder ser quem querem e merecem ser – elefantes.

 

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elefantesbrasil

Ainda estamos descobrindo quais são os petiscos pr Ainda estamos descobrindo quais são os petiscos preferidos de Baby, mas já sabemos, desde a viagem até o santuário, que banana certamente está entre eles. Também tentamos oferecer abacaxi duas vezes, mas ela mastigou, amassou a fruta na boca e depois cuspiu tudo, então esse parece ter entrado para a lista dos "não aprovados". Até agora, ela tem demonstrado gostar de mamão, melão, melancia e maçãs. Recentemente, também oferecemos abóbora — provavelmente pela primeira vez em sua vida — e ela parece ter apreciado bastante o sabor.

Então, desejamos a todos um Sorriso de Domingo enquanto acompanham Baby usando sua tromba com toda a delicadeza para escolher uma única maçã entre peras e folhas de palmeira.
Parte do processo de adaptação de um elefante à vi Parte do processo de adaptação de um elefante à vida no santuário inclui oferecer uma refeição no fim da noite. Em geral, depois que uma nova residente começa a se sentir mais à vontade, queremos que ela saiba que estamos aqui caso precise de qualquer coisa: alimento, segurança ou estabilidade. Ao mesmo tempo, não queremos que ela se torne dependente da presença humana. Por isso, conforme cada elefanta demonstra mais confiança, vamos reduzindo gradualmente as visitas das 22h, sempre respeitando suas necessidades, seu estado de saúde e seu bem-estar emocional.

Baby ainda está em seus primeiros dias no santuário, então continuamos fazendo essa visita todas as noites. Ontem à noite, sua tratadora percebeu que ela estava com as orelhas levemente abertas, como se estivesse escutando alguma coisa. Ela pode ter reagido à chuva inesperada, mas também poderia ser qualquer outro estímulo — talvez até o chamado de uma das outras meninas, já que elas costumam vocalizar mais durante a noite, especialmente quando ouvem o quadriciclo passando.

Desde que conhecemos Baby, ainda no parque, ela mantinha a cabeça visivelmente erguida e o corpo demonstrava bastante tensão, sem que conseguíssemos entender exatamente o motivo. Ontem à noite, porém, sua tratadora percebeu uma mudança importante. Baby parecia menos rígida, com o pescoço e os ombros mais relaxados. Seus movimentos estavam mais calmos e cadenciados, em vez da intensidade que vínhamos observando. Seu olhar parecia mais suave e sua postura transmitia tranquilidade e receptividade. Ainda vamos acompanhar como ela evolui nos próximos dias, mas é muito bom ver que Baby parece estar cada vez mais confortável e que sua linguagem corporal está se tornando menos tensa a cada dia.
Hoje faz uma semana que Baby chegou ao santuário e Hoje faz uma semana que Baby chegou ao santuário e deu seus primeiros passos rumo à sua nova vida. Cada história de recomeço vivida aqui é extraordinária, e somos profundamente gratos por poder compartilhar esses primeiros momentos com todos vocês. À medida que acompanhamos Baby ganhar confiança e redescobrir o que significa ser uma elefanta, sabemos que, no futuro, olharemos para esta primeira semana com carinho e veremos o quanto ela se transformou — e o poder que o santuário tem de tornar essa transformação possível.

Tudo isso só acontece graças ao apoio de vocês, nossa família do santuário. Por isso, mais uma vez, muito obrigado por receberem nossa mais nova residente com tanto carinho e por continuarem apoiando esse trabalho que transforma vidas.
Como mencionamos mais cedo, Baby está ganhando cad Como mencionamos mais cedo, Baby está ganhando cada vez mais confiança, e isso fica evidente à medida que ela se aventura mais profundamente pelo habitat. Nos primeiros dias, parecia buscar nos tratadores a coragem necessária para explorar. Agora, demonstra muito mais interesse e entusiasmo por seu novo lar e já não depende tanto da presença da equipe para se sentir segura. Continuamos sempre por perto, mas o ideal é que Baby passe a encontrar mais estímulos no ambiente natural ao seu redor do que na interação com as pessoas.

Quando as elefantas se aventuram pelas áreas mais distantes do habitat, às vezes fica mais difícil encontrá-las. E nós adoramos esses momentos, porque geralmente significam que elas estão se movimentando bastante, fortalecendo o corpo e explorando o ambiente. Além disso, ter espaço, tempo e liberdade de escolha ajuda Baby a se sentir cada vez mais confortável para descobrir novas áreas, experimentar diferentes capins, arrancar folhas das árvores para um lanche e conhecer melhor seu novo lar. Cada recinto oferece características um pouco diferentes. Se Baby estiver com vontade de comer folhas e galhos, por exemplo, pode seguir para o Recinto 3. Já os Recintos 1 e 2 são perfeitos quando ela prefere um verdadeiro banquete de capins.

Neste vídeo, é possível ver a cabeça de Baby surgindo entre os capins altos. Cercada por palmeiras, ela parece saborear algum petisco especial. Mantivemos distância e permanecemos em silêncio, pois não queríamos fazer nada que pudesse interromper esse momento ou desviar sua atenção daquilo que ela havia escolhido fazer por conta própria naquele dia.
Até hoje, Baby vinha passando a maior parte do tem Até hoje, Baby vinha passando a maior parte do tempo no Recinto 1. Foi a primeira área que ela conheceu e também a maior dos três recintos. (É também o recinto mais próximo do corredor que leva até as outras elefantas.) É ali que ficam o lamaçal e o lago, mas, até agora, ela ainda não demonstrou muito interesse por nenhum dos dois. O que mais tem chamado sua atenção são os capins altos, que sempre fizeram sucesso entre as elefantas que já passaram por esse habitat.

Temos incentivado Baby a explorar cada vez mais seu novo lar e, aos poucos, ela vem dando esses passos corajosos. No início, os tratadores caminham ao longo da cerca, oferecendo petiscos como incentivo sempre que ela decide se aventurar um pouco mais. Mas chega um momento em que precisamos nos afastar e deixar que Baby decida sozinha se está pronta para seguir mais adiante entre as árvores e descobrir tudo o que essa área tem a oferecer. No começo, isso significava apenas rápidas visitas ao Recinto 2, que logo terminavam quando ela voltava para um lugar onde se sentia mais segura.

Quanto mais Baby se adapta — e ela está progredindo rapidamente — mais longe ela se aventura. Hoje, ela nos mostrou que sua confiança está crescendo ao tomar a iniciativa de explorar o Recinto 3, uma área mais distante do galpão do que costuma frequentar. Ali há muitas árvores e diversas trilhas para percorrer, oferecendo espaço para explorar e até beliscar alguns galhos, se ela quiser. Esse é um excelente sinal de que suas inseguranças estão diminuindo e de que Baby está começando a perceber que o santuário é um lugar seguro.
Conforme Baby vai ficando mais confortável, começa Conforme Baby vai ficando mais confortável, começamos a convidá-la a entrar na área de tratamento, onde poderemos realizar exames, coletar sangue e iniciar os cuidados necessários com suas patas. Ela permitiu que fechássemos tanto o portão da frente quanto o de trás, demonstrando muita tranquilidade. Baby é a primeira elefanta a chegar ao santuário com um histórico médico tão completo para consultarmos, embora novos exames continuem sendo realizados nestes primeiros dias e semanas. Graças ao trabalho desenvolvido com ela no parque, Baby também já tem experiência com treinamento baseado em reforço positivo, o que representa uma grande vantagem e significa que provavelmente poderemos iniciar seus exames em breve.

Uma das práticas que trabalharemos com Baby é o toque na tromba. Durante alguns procedimentos, os tratadores seguram delicadamente a tromba da elefanta. Isso não apenas evita que ela se mova para uma posição que possa oferecer riscos, como também fornece informações importantes sobre seu estado emocional e seu conforto físico. Se a tromba demonstrar tensão, por exemplo, isso pode indicar que precisamos ajustar nossa abordagem durante o procedimento. Esse manejo também é necessário para a realização do exame de lavagem de tromba. Mesmo no parque, Baby não gostava que manipulassem sua tromba, por isso vamos ajudá-la, aos poucos, a se sentir confortável com esse novo processo.

Embora tome banho sozinha, Baby aproveita os banhos dados pelos tratadores para encharcar bem as áreas onde sente mais coceira, que costumam ficar um pouco mais sensíveis logo após a aplicação do repelente de insetos, natural e atóxico. Ela ainda tem bastante pele morta nas costas e na barriga. Os banhos ajudam, mas a natureza está desempenhando um papel importante na recuperação da saúde de sua pele. Baby tem tomado muitos banhos de terra e rolado no chão, comportamentos que funcionam como uma esfoliação natural. Ela também esfrega uma pata na outra, o que ajuda a remover o acúmulo de pele na parte interna das pernas e da barriga. Baby está se comunicando muito bem conosco e, quanto mais os tratadores trabalham ao lado dela, mais tranquilo e natural esse processo se torna.
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