[email protected]
Santuário de Elefantes BrasilSantuário de Elefantes BrasilSantuário de Elefantes BrasilSantuário de Elefantes Brasil
  • SANTUÁRIO
    • ORIGENS
    • QUEM SOMOS
    • POR QUE O BRASIL?
    • O QUE É?
    • O SEB
    • F.A.Q.
  • ELEFANTES
    • RESIDENTES
      • MAIA
      • RANA
      • MARA
      • BAMBI
      • GUILLERMINA
      • BABY
    • EM MEMÓRIA
      • GUIDA
      • RAMBA
      • POCHA
      • LADY
      • PUPY
      • KENYA
    • OUTROS RESIDENTES
  • CIÊNCIA
    • FATOS BÁSICOS SOBRE OS ELEFANTES
    • INFORMAÇÕES DETALHADAS
    • DOCS PARA DOWNLOAD
    • DOCS SANDRO
  • AJUDE
    • DOE AGORA!
    • ADOTE UM ELEFANTE
    • DOE & GANHE
  • PRODUTOS SEB
  • PARCEIROS
  • CONTATO

Em Memória da Ramba

Ramba foi resgatada no dia 18 de outubro de 2019 e morreu no dia 26 de dezembro de 2019 no Santuário de Elefantes do Brasil, com aproximadamente 60/65 anos de idade.

Ramba era nossa avó teimosa, linda, e maior que a vida. Infelizmente, não teve forças para combater seus problemas renais por mais tempo. Sua morte não foi uma grande surpresa. Quando a Ramba foi diagnosticada com doença renal 7 anos antes, nossa maior esperança era fazer com que ela vivesse mais um ano. Um ano miraculosamente se transformou em sete, e sua força permitiu que ela viesse para o santuário. Parece que os elefantes têm esse conhecimento profundo inexplicável. Dissemos a ela repetidamente que ela iria para o santuário, e ela lutou para conseguir chegar aqui. Quando chegou, ficou extremamente feliz, foi capaz de explorar da maneira que sempre quis, descobriu amizades verdadeiras. No fundo, isso foi o que sempre precisou. Ela começou a viver, mas durante o processo, parece que parou de lutar. Ela estava cansada.

HISTÓRICO

RAMBA ERA CONHECIDA COMO A ÚLTIMA ELEFANTA DE CIRCO DO CHILE, APESAR DE QUE SUA VIDA DE CIRCO COMEÇOU NA ARGENTINA

Em 1997, ela foi confiscada do circo “Los Tachuelas” devido a problemas relacionados com abuso e negligência. Apesar de ter sido oficialmente “confiscada”, a Ramba continuou no circo, mas não podia se apresentar.
Ecopolis, uma pequena ONG no Chile, começou uma campanha para remover a Ramba da propriedade do circo, onde ela continuava a viver uma vida solitária cheia de abusos. Anos mais tarde, eles conseguiram permissão e fizeram planos para realocá-la para um zoo de beira de estrada que serviria como um lar temporário. Depois de várias tentativas infrutíferas de colocá-la num trailer, Scott e Kat Blais foram convidados para ir ao Chile para auxiliar na sua realocação. O juiz decidiu que essa seria a última chance da Ecopolis. O dia da mudança não foi muito fácil, com problemas envolvendo o circo e proteção policial, mas a Ramba graciosamente entrou no trailer e foi levada para sua nova casa.

Depois que planos de levá-la a um santuário nos EUA falharam, Ecopolis teve que enfrentar a responsabilidade e as despesas de cuidar de uma elefanta e encontrar um lar apropriado para ela. Elefantes são uma grande responsabilidade e um elefante geriátrico com vários problemas de saúde pré-existentes é bastante trabalhoso. O Global Sanctuary for Elephants (GSE) assumiu o problema, ajudando com seu cuidado direto, treinando tratadores, doando fundos para suplementos, pagando os salários dos tratadores e oferecendo a ela o lar que ela precisava para viver o resto de sua vida com outros elefantes, vagando através de pastos e florestas, curtindo uma vida de aposentadoria. A Ramba foi uma pérola entre os elefantes, mas não havia encontrado a segurança para se abrir emocionalmente antes de ir para o santuário. Vocalmente ela era também muito reservada. Ela vocalizava, mas não se expressava através de diferentes vocalizações (nenhum guincho, soluços, trombeteiros, assobios, etc.). Acreditamos que quando ela se encontrou com outros elefantes, ela mudou. O fato de estar com outros seres que realmente entendiam sua jornada, num local protegido, permitiu que ela se abrisse para a recuperação que precisava.

ramba_seb1ramba_seb3ramba_seb4ramba_seb5

Ramba Aproveitou Cada Momento no Santuário…

Muitos de vocês queriam saber, portanto, como prometido, estamos compartilhando os resultados da autópsia da Ramba que acabamos de finalizar. A causa da sua morte foi determinada como insuficiência renal crônica, o que não foi uma surpresa para nós. Os rins da Ramba lutaram durante anos para cumprir sua função, filtrando seu sangue. Eles ficaram cada vez menos eficientes e mais resíduos se acumularam. Se ela fosse humana, estaria fazendo diálise enquanto esperava um transplante. Essa não é uma opção na medicina para elefantes.
A Ramba foi diagnosticada com comprometimento renal crônico logo depois de ter sido removida do circo e levada para o Safari Park no Chile, sete anos atrás. Sua primeira amostra de sangue mostrou que os problemas não eram recentes e já eram crônicos. Como com muitos outros elefantes, apesar de saírem fisicamente da sua instalação originária, o efeito que uma vida inteira nesses locais tem sobre eles continua. Muitos veterinários estimaram que a Ramba viveria menos de um ano. Dois outros elefantes em cativeiro nos Estados Unidos, em condições similares, morreram dentro de um ano do diagnóstico. No entanto, todos que fizeram parte do seu resgate estavam determinados a tentar fazer o seu melhor e conseguir vê-la no santuário algum dia. Vários veterinários, organizações e médicos foram consultados, e várias modalidades foram usadas para tentar desacelerar o progresso de sua doença – e foi isso que aconteceu. Seus valores sanguíneos continuaram a subir, mas a passos muito lentos durante os anos. Essa não era uma doença que alguém pudesse curar, mas o objetivo era ganhar tempo para ela, dar amor a ela, mantê-la confortável, e levá-la para casa. A Ramba chegou no santuário e mergulhou de cabeça, agindo como se tivesse estado lá por anos. Olhando para trás, parece que ela sabia que o tempo dela era curto, e ela queria aproveitar cada segundo. E ela o fez. ❤️

Despedida...

Na madrugada de quinta-feira, 26 de dezembro de 2019, Rana e Maia estavam no galpão sem a Ramba. Ramba gostava de explorar mais do que a Rana, e, algumas vezes, a Ramba voltava para o pasto para um banho de lama, enquanto a Rana ficava perto do galpão esperando o café da manhã. Fomos de quadriciclo procurar a Ramba e a encontramos num dos seus lugares favoritos, o quarto recinto do outro lado do riacho. Parecia que estava dormindo. Parece que a morte de Ramba foi súbita, pois a grama em volta dela não havia sido tocada. Uma elefanta perfeita, deitada num pasto lindo, seus olhos gentilmente fechados e sua face com um semblante muito calmo. Não tendo certeza de que a Rana entendeu o que havia acontecido, nós a levamos para perto da irmã.

Parecia que ela não sabia, porque quando ela chegou bem perto da Ramba, ela abriu bem os olhos, ela cheirou a irmã por algum tempo e depois emitiu uns ronronados repetidamente. Ela cheirou e tocou a Ramba, parecendo tentar entender o que havia acontecido. Depois de alguns minutos, ela ficou quieta e começou a pastar ao lado da Ramba. Foi assim que ela passou o resto do dia, pastando perto da sua amiga. Um pouco mais tarde, a Maia também foi levada para ver a Ramba e se despedir. Ela também a cheirou e tocou, mas depois ela ficou de pé em cima dela, da maneira que fazia com a Guida, esfregando sua barriga. Isso chamou a atenção da Rana por um momento, e parecia que ela queria proteger a Ramba da barriga da Maia, mas ela se acalmou quando percebeu que a Maia tinha boas intenções. A visita da Maia foi mais curta, por sua própria decisão, pois deixamos que elas decidam o que precisam, e ela estava pronta e se afastou.

Apesar de que sua visita foi curta, comparada com o tempo que passou com a Guida, tanto a Maia como a Rana mostraram uma reverência delicada pela sua responsabilidade de honrar sua amiga. Ramba foi especial. Algo acontecia quando estávamos com ela: ela provocava um sorriso espontâneo. Nós nos apaixonamos por ela sete anos atrás, e ela foi uma das razões pelas quais decidimos avançar com a ideia de um santuário no Brasil. Não havia como deixá-la para trás ou esquecê-la. Bastava conhecê-la para se apaixonar por ela. Parece que não eram somente os humanos que se sentiam dessa maneira. A Ramba teve uma grande conexão com a Maia, a Rana a adorava, e até mesmo a Lady parecia relaxar e confiar na sua presença. Cada dia que a Ramba passou no santuário foi um presente, não só para ela, mas para todos que passaram tempo com ela e foram tocados por ela. Apesar de que sempre desejamos que cada elefante tenha mais tempo no santuário, estamos gratos por ela ter chegado aqui e encontrado sua felicidade.

–

O SEB

O Santuário de Elefantes Brasil (SEB) é uma organização sem fins lucrativos que ajuda a transformar as vidas e o futuro dos elefantes cativos da América do Sul, devolvendo a eles a liberdade de poder ser quem querem e merecem ser – elefantes.

 

Newsletter

elefantesbrasil

Todas as manhãs, as elefantas sabem que a hora da Todas as manhãs, as elefantas sabem que a hora da alimentação está chegando e, muitas vezes, já estão esperando junto à cerca para o café da manhã. Mas nem sempre é assim. Em alguns dias, elas preferem acordar com calma e começar a manhã no próprio ritmo.

Neste Sorriso de Domingo, a luz da manhã iluminava Rana e Mara enquanto elas surgiam lentamente entre as árvores, despertando para um novo dia do jeito e no tempo que escolheram. Há algo muito especial em ver as meninas tão à vontade no santuário que a refeição oferecida pela equipe deixa de ser a prioridade. Em vez disso, elas escolhem aproveitar a natureza ao seu redor — e, acima de tudo, a companhia uma da outra.
Alguns de vocês perceberam que Baby apareceu com a Alguns de vocês perceberam que Baby apareceu com as patas cruzadas em um vídeo recente e ficaram preocupados com o que isso poderia significar. Mas a verdade é que os elefantes costumam adotar essa postura com bastante frequência. Enquanto pastam ou interagem uns com os outros, é comum que transfiram o peso do corpo para um dos lados e, às vezes, cruzem uma pata sobre a outra.

Assim como nós, os elefantes também têm pequenos comportamentos que simplesmente fazem porque querem — e, às vezes, essa é toda a explicação. São indivíduos únicos que, quando têm autonomia e espaço para fazer suas próprias escolhas, expressam sua personalidade nos pequenos detalhes do dia a dia. E, como nós, também gostam de encontrar posições confortáveis. 😁
Durante a tarde, os tratadores encontraram Baby pe Durante a tarde, os tratadores encontraram Baby perto do galpão. Como de costume, a equipe espalhou alguns alimentos pelo habitat para incentivar sua exploração pelos recintos e estimular sua mente. Baby decidiu caminhar até o Recinto 3, afastando-se do galpão, seguindo entre as palmeiras e parando aqui e ali para beliscar algumas folhas. Quando terminou seu passeio, voltou para o galpão, aparentando estar muito bem-humorada.

Como Baby parecia bastante envolvida e receptiva, sua tratadora aproveitou a oportunidade para praticar alguns comportamentos de treinamento que ela ainda está aperfeiçoando. Ela participou de boa vontade, mas, em determinado momento, quando perguntamos se poderíamos tocá-la, sua resposta não foi um "sim" claro. Ela não parecia incomodada, mas leva tempo até que uma elefanta se sinta completamente à vontade com uma nova pessoa tocando seu corpo quando esse toque não tem um objetivo específico. Existe um certo grau de confiança e vulnerabilidade em permitir esse contato simplesmente para fortalecer a relação entre ela e sua tratadora. Esse tipo de interação costuma se desenvolver naturalmente com o tempo e com o fortalecimento do vínculo. A tratadora ofereceu um contato físico breve e delicado, ao qual Baby respondeu muito bem. Em breve, tentaremos novamente para ver se ela estará receptiva.

Observar atentamente e respeitar o comportamento das elefantas é fundamental para construir uma relação de confiança entre elas e seus tratadores. Baby tem a liberdade de escolher se quer ou não participar das sessões de treinamento, e essa autonomia faz parte de sua nova vida no santuário. Fora de uma situação de emergência, não há motivo para pressionar uma elefanta que simplesmente não deseja participar naquele momento.
O lago pode ser um lugar para relaxar, um espaço p O lago pode ser um lugar para relaxar, um espaço para brincar — ou, às vezes, as duas coisas ao mesmo tempo. Neste vídeo, Maia foi a primeira a mergulhar e, como vocês podem ver, entrou completamente no "modo bolinha de lago". Pouco depois, Guille se juntou a ela na água. As duas faziam sons divertidos enquanto Guille balançava e espirrava água com a tromba. Já Bambi não parecia muito animada para entrar no lago e preferiu ficar observando as amigas enquanto elas aproveitavam um bom banho.

Depois de um tempo, Guille resolveu deixar Maia aproveitar seu momento de tranquilidade, saiu da água e fez um som que lembrava quase um rosnado enquanto se levantava. (Nossa suspeita é de que ela estivesse apenas expulsando a água da tromba.) Maia, por sua vez, ficou no lago por mais uns 15 minutos e temos quase certeza de que aproveitou esse tempo para tirar um cochilo.
Já comentamos anteriormente que Baby vem trabalhan Já comentamos anteriormente que Baby vem trabalhando com seus tratadores para se sentir cada vez mais confortável com o toque na tromba. Neste momento, isso significa mostrar a ela que pode confiar na equipe quando sua tromba é segurada, além de ensiná-la a mantê-la relaxada e posicionada em um local seguro durante os procedimentos. Ela vem fazendo progressos, enquanto também mostra à equipe quais são as melhores formas de abordá-la. Ao mesmo tempo, os tratadores observam atentamente suas respostas para entender como podem ajudá-la a evoluir. Em algumas dessas sessões, Baby também pratica a apresentação das patas dianteiras e traseiras.

Nesta tarde, encontramos Baby já no galpão e perguntamos se ela gostaria de entrar no centro de tratamento para praticar a apresentação da tromba e das patas. Ela aceitou prontamente e está tão disposta a participar que não se incomoda quando os portões da frente e de trás são fechados. Para isso, utilizamos um alvo de treinamento, uma haste com uma ponta macia em formato circular, com a qual ela já está familiarizada. Esse alvo serve como um guia para indicar onde queremos que ela posicione determinadas partes do corpo. Quando pedimos que levantasse a pata, Baby mostrou que é uma verdadeira princesa, apoiando-a perfeitamente sobre as barras do centro de tratamento. Ela permaneceu calma durante toda a sessão e respondeu muito bem a cada solicitação. Baby já praticava a apresentação das patas no parque, mas agora, além de se acostumar a trabalhar com uma nova equipe, estamos ajustando a forma como ela faz essa apresentação. Em vez de posicionar as patas lateralmente, como estava habituada, estamos ensinando Baby a apresentá-las pelas aberturas dianteiras e traseiras do centro de tratamento. Isso permite um acesso muito melhor a toda a superfície das patas, incluindo os coxins.

Ao final da sessão, Baby caminhou para perto do galpão, onde a equipe havia espalhado alguns alimentos pelo habitat para que ela os encontrasse. Continuaremos trabalhando com ela à medida que ganha mais confiança e tranquilidade, mas, por enquanto, estamos muito orgulhosos de tudo o que ela já conquistou.
Mara e Rana costumam ser conhecidas por serem elef Mara e Rana costumam ser conhecidas por serem elefantas calmas e maduras, mas nem sempre é assim. Independentemente da idade, elas continuam aproveitando qualquer oportunidade para brincar na chuva, se cobrir de terra e lama e simplesmente fazer graça quando estão no clima.

Neste vídeo, Mara estava especialmente animada, enquanto Rana parecia mais interessada em relaxar. Mesmo com objetivos diferentes para a tarde, as duas faziam questão de permanecer próximas uma da outra. No início, Mara parecia amassar a lama com a tromba, como se estivesse sovando o barro para deixá-lo mais macio e perfeito para brincar. Ela dobrava a tromba e a pressionava contra a lama, cobrindo os dois lados de maneira uniforme. Depois, ia se deslocando de um ponto a outro, talvez em busca do lugar com a lama ideal para continuar a brincadeira. Durante um bom tempo, Mara esfregou lama no rosto, da testa até a ponta da tromba.

Enquanto isso, Rana permaneceu bem na margem do lago. Ela não demonstrava interesse em se molhar, mas claramente queria ficar ao lado de Mara. Em um momento particularmente divertido, mesmo virando o corpo na direção oposta, Rana deixou a cauda repousada sobre a parte de trás da cabeça de Mara — um gesto tão curioso quanto carinhoso. Depois de alguns minutos, Mara decidiu que já havia aproveitado lama suficiente e saiu do lago. Pouco depois, as duas seguiram em direção às árvores, provavelmente em busca de sombra e de um bom lanche da tarde. Ainda conseguimos ouvi-las vocalizando uma para a outra, o que nos faz acreditar que o passeio foi um sucesso para ambas.
SIGA O SEB NO INSTAGRAM
Copyright 2020 Santuário de Elefantes Brasil | Todos os direitos reservados | design
  • SANTUÁRIO
    • ORIGENS
    • QUEM SOMOS
    • POR QUE O BRASIL?
    • O QUE É?
    • O SEB
    • F.A.Q.
  • ELEFANTES
    • RESIDENTES
      • MAIA
      • RANA
      • MARA
      • BAMBI
      • GUILLERMINA
      • BABY
    • EM MEMÓRIA
      • GUIDA
      • RAMBA
      • POCHA
      • LADY
      • PUPY
      • KENYA
    • OUTROS RESIDENTES
  • CIÊNCIA
    • FATOS BÁSICOS SOBRE OS ELEFANTES
    • INFORMAÇÕES DETALHADAS
    • DOCS PARA DOWNLOAD
    • DOCS SANDRO
  • AJUDE
    • DOE AGORA!
    • ADOTE UM ELEFANTE
    • DOE & GANHE
  • PRODUTOS SEB
  • PARCEIROS
  • CONTATO
Santuário de Elefantes Brasil