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PREPARANDO-SE PARA O SANTUÁRIO!

É hora de dar as boas-vindas à Baby na família do Santuário de Elefantes Brasil! Nossa equipe de transporte está a caminho para trazer nossa mais nova resgatada para casa. Baby é uma ex-elefanta de circo e a única elefanta do Parque Beto Carrero World, e em breve terá o espaço, os cuidados e a autonomia que merece. Pela primeira vez, ela viverá a vida em seus próprios termos, descobrindo todos os presentes que o mundo natural tem a oferecer.

SUA VIAGEM DE SANTA CATARINA AO MATO GROSSO

A jornada de Baby do Beto Carrero World até o Santuário de Elefantes Brasil está estimada em três dias. Mas, como em todo transporte, é a elefanta quem dita o ritmo, determinando as paradas para descanso e os tempos de viagem; por isso, o cronograma do transporte é sempre flexível. O conforto e a segurança dela são a principal prioridade da nossa equipe, garantindo que ela se sinta segura durante todo o trajeto.

Ao longo da viagem, vamos compartilhar atualizações frequentes no mapa para que você possa acompanhar cada passo do caminho até seu novo lar.

Santa Catarina   • • • • • • • • • • • • • •  >   SEB  (+/- 1.900 km)

BABY ESTÁ EM CASA! 20.06.2026

A HISTÓRIA DE BABY

Ainda há muito sobre Baby que permanece um mistério para nós, mas estamos animados para conhecer cada pequeno detalhe sobre ela. Seu rosto é doce, mas atento, e ela tem muitas manchas rosadas encantadoras nas orelhas, no pescoço e na tromba, além de uma bela cabeça peludinha.

Com 34 anos na época de sua mudança para o santuário, Baby nasceu em cativeiro na Flórida, filha de Vance e Mala, e foi vendida para um circo quando era muito jovem. Com o tempo, o circo a transferiu para um parque de diversões de sua propriedade, onde Baby se tornou uma atração principal. Infelizmente, isso significa que ela passou anos lidando com agitação, multidões, brinquedos e tudo o que acompanha ambientes como esse. Seu recinto no Beto Carrero World é de terra e pedra e, embora haja um pouco de grama, não é suficiente para pastar. Toda a área é cercada por um fosso e uma barreira de pedras pontiagudas com cerca de arame. O habitat do santuário será uma mudança muito bem-vinda.

Baby viajará a partir de Santa Catarina, Brasil, em um percurso de aproximadamente 1.927 km até o santuário. A jornada levará alguns dias, mas boa parte disso dependerá de como Baby se sentirá na estrada. Vamos monitorá-la por duas câmeras instaladas na caixa de transporte e faremos paradas periódicas para garantir que ela esteja confortável, tenha alimento fresco e água, e que sua caixa esteja limpa.

Este é um momento transformador na vida de Baby, e somos gratos por ter você conosco em sua jornada para casa.

VOCÊ PODE FAZER PARTE DO NOVO COMEÇO DE BABY

Seu apoio e sua dedicação tornam possível a nova vida de Baby no santuário. Cada história compartilhada, cada desejo carinhoso e cada doação, independentemente do valor, ajuda a construir o futuro que Baby merece. Se você quiser se envolver, há muitas formas significativas de fazer parte da jornada dela.

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Cada contribuição ajuda a cobrir os custos de transporte, cuidados médicos e necessidades diárias antes, durante e após a viagem.

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Você pode fazer uma doação simbólica de boas vindas à Baby! De cestas de frutas à banhos de terra! Escolha o valor que cabe no seu coração e no seu bolso!

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Em breve, você poderá se tornar madrinha/padrinho da Baby e, com uma contribuição mensal, ajudar a fornecer os cuidados especializados e a nutrição que ela precisa para prosperar.

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Acompanhe de perto os primeiros momentos de Baby no santuário com fotos e vídeos dos bastidores compartilhados por Scott e pela nossa equipe do santuário. Para atualizações em tempo real, siga-nos no Instagram, Facebook e X.

PERGUNTAS FREQUENTES

Qual é a idade de Baby?
Baby tem 34 anos.

Qual é a distância da viagem do Beto Carrero World até o Santuário de Elefantes Brasil?
1.927 km.

Quanto tempo a viagem vai levar?
A viagem levará vários dias, mas isso será determinado principalmente por Baby e pelo conforto dela. A equipe de transporte vai monitorá-la de perto por meio de duas câmeras instaladas dentro da caixa de transporte, para garantir que ela esteja o mais tranquila possível. Serão feitas paradas para que Baby possa descansar, para garantir que ela tenha alimento fresco e água, e para limpar sua caixa de transporte. Você pode acompanhar o progresso da caravana pelas nossas redes sociais.

Baby será sedada para viajar?
Não, nós não sedamos elefantes para o transporte. Por causa de sua sensibilidade e inteligência, percebemos que eles se saem muito melhor quando estão alertas e conscientes de tudo o que acontece ao seu redor. Scott já transportou mais de 50 elefantes não sedados ao longo de sua carreira, e todos os transportes correram bem. Levamos medicamentos de emergência para sedação caso sejam necessários.

Ela pode se deitar durante o transporte?
Elefantes não se deitam durante a jornada de transporte. Durante a viagem, eles conseguem se apoiar no portão traseiro e nas paredes laterais da caixa de transporte para sustentar seu peso. Há uma câmera instalada dentro da caixa que nos ajuda a acompanhar o nível de conforto dela ao longo de toda a viagem. As pessoas frequentemente manifestam preocupação com o fato de os elefantes precisarem ficar em pé por um período prolongado durante os resgates, mas é importante saber que muitos elefantes em cativeiro passam anos sem se deitar. Alguns elefantes hesitam em se deitar porque isso os coloca em uma posição vulnerável, seja em relação a outros elefantes ou a humanos em quem talvez não confiem. Portanto, certamente não é incomum que um elefante permaneça em pé por muito tempo em cativeiro.

COM A AJUDA DE VOCÊS, BABY LOGO ESTARÁ EM CASA!

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O SEB

O Santuário de Elefantes Brasil (SEB) é uma organização sem fins lucrativos que ajuda a transformar as vidas e o futuro dos elefantes cativos da América do Sul, devolvendo a eles a liberdade de poder ser quem querem e merecem ser – elefantes.

 

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elefantesbrasil

Ao longo dos últimos meses, compartilhamos a visão Ao longo dos últimos meses, compartilhamos a visão de nossa equipe sobre a relação construída com cada uma das elefantas. Hoje, quem fala é nosso veterinário-chefe, Dr. Mateus, que há anos dedica sua carreira ao cuidado de animais silvestres e elefantes.

"Ser veterinário de elefantes mantidas em cativeiro é um enorme desafio. A maioria deles chega ao santuário trazendo histórias de negligência ou maus-tratos. São animais com extraordinária inteligência emocional, social e cognitiva, e passar décadas privadas da liberdade de escolher, socializar e expressar seus comportamentos naturais deixa marcas profundas.

Antes de qualquer tratamento, precisamos mostrar que finalmente estão em um lugar seguro. Só depois começamos, aos poucos, a conquistar sua confiança. Esse processo exige tempo, respeito e paciência.

Em seguida, vem o treinamento com reforço positivo. Muitos nunca tiveram essa oportunidade, e é por meio dele que conseguimos realizar exames e oferecer os cuidados veterinários de forma segura. Mas esse também é um caminho lento, diferente para cada indivíduo.

Além dos desafios emocionais, recebemos pacientes idosos, muitas vezes com doenças crônicas, poucos ou nenhum registro médico e décadas de cuidados insuficientes. Em muitos casos, nosso objetivo é oferecer conforto, qualidade de vida e bem-estar.

A própria medicina veterinária ainda enfrenta limitações quando se trata de elefantes. Muitos exames simplesmente não podem ser realizados devido ao tamanho desses animais, e ainda existem poucas referências científicas específicas para a espécie.

Por isso, cada elefanta nos ensina algo novo. Quanto mais conhecemos cada indivíduo, melhor conseguimos adaptar seus tratamentos. E contar com uma equipe tão dedicada faz toda a diferença para que possamos seguir aprendendo, evoluindo e oferecendo o melhor cuidado possível."

Leia no Facebook a versão na íntegra. (vale a pena!)
Muitas das elefantas do Santuário de Elefantes Bra Muitas das elefantas do Santuário de Elefantes Brasil apresentam áreas rosadas no corpo, onde há ausência de pigmentação. Conhecer essas manchas é uma ótima maneira de aprender a identificar cada uma das meninas. Bambi, Maia e Rana, por exemplo, têm áreas rosadas nas orelhas. Maia e Rana também apresentam despigmentação na tromba. No Sorriso de Domingo desta semana, temos a oportunidade de observar melhor as orelhas de Baby: lisas na parte inferior, com uma dobra na parte superior e pequenas pintinhas rosadas próximas às extremidades. Daqui a pouco, todos nós vamos reconhecer essas pintinhas de cor!

P.S.: Temos recebido muitas perguntas sobre quando Baby poderá conhecer as outras elefantas. Como já contamos anteriormente, ela está cumprindo o período de quarentena e permanecerá nessa etapa por mais algumas semanas. Os exames determinados pela Justiça levam um tempo para serem processados e terem seus resultados concluídos. Assim que essa fase terminar, esperamos transferir Baby para que ela possa iniciar os primeiros encontros com as meninas, inicialmente separadas por uma cerca. Sabemos que todos estão ansiosos por esse momento, mas, por enquanto, Baby está aproveitando esse período para se adaptar ao novo lar, ganhar confiança e simplesmente ser ela mesma — e isso também é uma parte muito importante de sua jornada.
Quando conhecemos Baby no parque de diversões, not Quando conhecemos Baby no parque de diversões, notamos que ela apresentava um comportamento comum em elefantes cativos: a estereotipia, mais especificamente o balanço repetitivo do corpo. Sempre que não estava em contato direto com pessoas ou não havia estímulo ao seu redor, ela voltava a se balançar. Por isso, no EleFact desta semana, vamos falar sobre o que é a estereotipia, por que ela acontece e como esse comportamento pode mudar ao longo do tempo.

O pesquisador Michael Fox definiu a estereotipia como “comportamentos repetitivos e invariáveis, sem um objetivo ou função aparentes”. Segundo a pesquisadora Kathy Carlstead, esses comportamentos surgem quando animais mantidos em cativeiro não conseguem controlar o próprio ambiente nem fazer escolhas sobre seu comportamento. Na natureza, os elefantes passam grande parte do tempo forrageando, caminhando e interagindo socialmente, atividades bastante limitadas em ambientes de cativeiro.

Desde que Baby chegou ao Santuário de Elefantes Brasil, observamos uma redução significativa no tempo que ela passa realizando esse balanço repetitivo. Trata-se de um comportamento desenvolvido ao longo de décadas como estratégia para lidar com as dificuldades de sua vida anterior e, por isso, não desaparece de uma hora para outra. Ainda assim, exatamente como esperávamos, esse comportamento começou a diminuir à medida que Baby passou a ter acesso ao ambiente natural. Hoje, ela pode explorar livremente, fortalecer sua musculatura e, aos poucos, deixar para trás barreiras emocionais construídas ao longo dos anos.

É normal que a estereotipia persista mesmo depois que um elefante deixa um ambiente estéril ou estressante. Ainda assim, em um santuário, esse comportamento pode diminuir significativamente ou até desaparecer por completo. Para Baby, esse foi um mecanismo de enfrentamento utilizado durante muitos anos, e será preciso tempo para que ele deixe de ser necessário.

Tudo isso também nos lembra o quanto Baby foi corajosa neste primeiro mês. Ela enfrentou uma enorme quantidade de mudanças, novos estímulos e experiências, e continua nos impressionando, dia após dia, com cada passo de sua rec
Estamos acostumados a ver Bambi e Maia na área do Estamos acostumados a ver Bambi e Maia na área do outro lado do córrego, no Recinto 5. Esse é um dos lugares favoritos de Bambi e ela parece sentir um carinho especial por esse cantinho — às vezes, passa dias por lá. Rana também costuma aproveitar bastante essa área, mas nunca havíamos visto sua companheira, Mara, explorar a parte de trás do recinto, do outro lado do córrego. É possível que isso já tenha acontecido sem que tivéssemos percebido, mas, até onde sabemos, esse não era um lugar que ela costumava visitar.

Na hora do café da manhã, os tratadores começaram a procurar pelas elefantas. A princípio, Rana e Mara não estavam em nenhum dos lugares habituais. Mas bastou uma rápida olhada na parte de trás do recinto para encontrá-las vocalizando perto da segunda travessia do córrego. Nossa hipótese é que elas tenham caminhado até a área mais distante do recinto antes de dormir e, na manhã seguinte, voltado em direção ao galpão na hora da alimentação.

Não sabemos por que Mara escolheu justamente esse dia para explorar esse lugar, mas é bonito perceber que, mesmo depois de tantos anos no santuário, ela continua ampliando seus horizontes e se abrindo para novas experiências. O crescimento não acontece de forma imediata, nem segue uma linha reta. Às vezes, leva tempo para reunir a confiança necessária para fazer algo que nunca fizemos antes. Mara não deu apenas alguns passos adiante — ela se permitiu descobrir um mundo completamente novo.
Baby está cada vez mais confiante e, a cada dia, n Baby está cada vez mais confiante e, a cada dia, nos mostra um novo lado de sua personalidade. Mas, apesar de todo o progresso que já fez, às vezes ela ainda procura a presença dos tratadores, quase como se eles fossem um porto seguro — o que é perfeitamente natural nesta fase de sua adaptação. Quando ouve o quadriciclo, por exemplo, pode caminhar até perto do galpão à procura de sua equipe. Se um tratador entra no galpão, ela pode ir até lá e, quando ele sai, às vezes decide acompanhá-lo pelo lado de fora, seguindo ao longo da cerca. Em outros momentos, porém, tudo depende do horário do dia e da disposição de Baby.

Procuramos sempre reconhecer os momentos em que ela demonstra vontade de interagir. Baby não parece buscar muito contato físico, mas, às vezes, gosta simplesmente de estar perto das pessoas. E isso já vem mudando aos poucos. Ela tem procurado a equipe com menos frequência e, em algumas ocasiões, quando fomos verificar como ela estava, nem conseguimos encontrá-la de imediato. Isso pode ser um sinal de que ela sabe que estamos por perto e escolhe continuar explorando o habitat — um passo muito importante em sua jornada. Toda elefanta precisa de tempo para se recuperar e, à medida que a confiança de Baby cresce, é muito provável que ela sinta cada vez menos necessidade de nos procurar.
Todas as manhãs, as elefantas sabem que a hora da Todas as manhãs, as elefantas sabem que a hora da alimentação está chegando e, muitas vezes, já estão esperando junto à cerca para o café da manhã. Mas nem sempre é assim. Em alguns dias, elas preferem acordar com calma e começar a manhã no próprio ritmo.

Neste Sorriso de Domingo, a luz da manhã iluminava Rana e Mara enquanto elas surgiam lentamente entre as árvores, despertando para um novo dia do jeito e no tempo que escolheram. Há algo muito especial em ver as meninas tão à vontade no santuário que a refeição oferecida pela equipe deixa de ser a prioridade. Em vez disso, elas escolhem aproveitar a natureza ao seu redor — e, acima de tudo, a companhia uma da outra.
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