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SOBRE A ORGANIZAÇÃO


O Santuário de Elefantes Brasil (SEB) é o único santuário de elefantes da América do Sul e um dos apenas três santuários de elefantes no mundo credenciados pela Global Federation of Animal Sanctuaries (GFAS). Localizado em aproximadamente 1.130 hectares de área natural protegida, na Chapada dos Guimarães (MT), o SEB oferece amplos recintos onde os elefantes podem viver livremente, formar vínculos sociais e redescobrir sua autonomia em um ambiente projetado para que vivam da forma mais natural possível.

Desde sua fundação, o SEB já resgatou doze elefantes provenientes de zoológicos, circos e outras instituições de cativeiro, onde passaram anos submetidos ao confinamento e a cuidados inadequados. Cada chegada representa uma jornada única de recuperação, que envolve desde a reabilitação física até a reconexão emocional e a integração social. O modelo de cuidados individualizados do santuário busca atender às necessidades médicas, emocionais e sociais de cada elefante, sempre respeitando sua autonomia e capacidade de escolha como pilares fundamentais do processo de reabilitação.


Além dos elefantes, o santuário também abriga outros animais, incluindo espécies domésticas (galinhas, cabras, ovelhas, gatos e cães) e animais silvestres. Por meio do nosso programa de reabilitação de fauna, já resgatamos uma águia-do-Chaco criticamente ameaçada de extinção, além de araras, papagaios, harpias, tucanos, antas, tamanduás, jabutis, veados, corujas, quatis, tatus e muitas outras espécies.

Nossa cultura organizacional é baseada no profundo respeito por todos os animais e no compromisso compartilhado com sua dignidade, autonomia e bem-estar. Valorizamos a colaboração entre equipes e conduzimos nosso trabalho com elevados padrões éticos e de transparência. Temos orgulho de promover um ambiente diverso e inclusivo, onde diferentes perspectivas são bem-vindas e cada integrante da equipe é incentivado a contribuir plenamente para nossa missão.

Estamos Contratando!

TRATADOR DE ANIMAIS - PERÍODO INTEGRAL

O(a) Tratador(a) de Animais é responsável pelos cuidados diários e pelo bem-estar dos elefantes residentes do santuário, bem como dos demais animais domésticos e silvestres sob nossos cuidados. Trata-se de uma função prática, que inclui o preparo das dietas, alimentação dos animais, limpeza e manutenção dos recintos e galpões, além do monitoramento da saúde e do comportamento dos animais.

Esta é uma vaga em regime de período integral, com jornada de 5 dias por semana, em turnos de 8 horas diárias.

Principais Responsabilidades

Cuidados diários com os elefantes, animais silvestres e domésticos do santuário. Isso inclui, mas não se limita a:

  • Preparar dietas e alimentos;
  • Alimentar os animais;
  • Cuidar, tratar e treinar, dependendo do seu nível de atuação;
  • Limpar os habitats dos elefantes e das áreas de reabilitação de animais;
  • Administrar suplementos e medicamentos prescritos pelo veterinário;
  • Monitorar a saúde física e mental dos animais, como mudanças significativas físicas, comportamentais ou alimentares;
  • Manter registros diários de trabalho;
  • Coletar alimentos naturais, incluindo mato fresco, bambu, folhas, cupins, frutas e vegetais.
  • Realizar manutenção dos habitats dos animais, como cortar grama, fazer reparos e instalações necessárias;
  • Seguir procedimentos de contato protegido e utilizar treinamento com reforço positivo;
  • Armazenar e manter o inventário de suprimentos e alimentos;
  • Produzir fotos, vídeos e atualizações para as redes sociais, sempre em conformidade com a filosofia do SEB;
  • Cumprir outras responsabilidades de tratador, conforme necessário.

REQUISITOS DO CARGO

Requisitos Mínimos

  • Carteira Nacional de Habilitação (CNH) válida;
  • Experiência comprovada com manejo e cuidados de animais;
  • Capacidade para levantar e transportar cargas de até 25 kg, além de realizar atividades que exijam esforço físico;
  • Capacidade para trabalhar ao ar livre em diferentes condições climáticas, incluindo chuva e temperaturas de até 40 °C;
  • Proficiência em inglês é um diferencial;
  • Preferência por candidatos com experiência em animais selvagens, exóticos ou de grande porte.

Requisitos Adicionais

  • Compromisso com a missão do Santuário de Elefantes Brasil e com a promoção da verdadeira autonomia dos animais;
  • Capacidade de trabalhar em equipe e colaborar com tratadores, diretores e parceiros externos;
  • Interesse em aprendizado contínuo e abertura para novas ideias e abordagens;
  • Compromisso com o cumprimento de todos os protocolos de segurança e de bem-estar animal;
  • Apreço pela natureza e pela fauna que habita o santuário;
  • Facilidade para trabalhar de forma respeitosa com pessoas de diferentes culturas, origens e perfis;
  • Compromisso com o desenvolvimento profissional contínuo e a educação permanente em cuidados veterinários e bem-estar animal.

JORNADA DE TRABALHO

• 8 horas por dia;
• 5 dias de trabalho por semana;
• 2 dias de folga;

• Escala mensal de trabalho (não fixa, podendo sofrer alterações conforme as necessidades do mês);
• Sábados e domingos são considerados dias normais de trabalho (sob regime CLT têm direito a um domingo de folga por mês).


Se você leu atentamente todos os requisitos e responsabilidades e acha que essa vaga pode ser para você, por favor, envie seu currículo e uma carta de apresentação, para nosso email: [email protected]

QUERO ME CANDIDATAR!

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O SEB

O Santuário de Elefantes Brasil (SEB) é uma organização sem fins lucrativos que ajuda a transformar as vidas e o futuro dos elefantes cativos da América do Sul, devolvendo a eles a liberdade de poder ser quem querem e merecem ser – elefantes.

 

Newsletter

elefantesbrasil

Algumas elefantas adoram palmeiras, enquanto outra Algumas elefantas adoram palmeiras, enquanto outras não são tão fãs assim. Bambi, por exemplo, gosta delas em qualquer fase de crescimento. Só não fica muito feliz quando Guille resolve dividir alguns bocados, já que também adora esse petisco. Maia prefere esperar até que as folhas estejam um pouco mais secas e crocantes. Cada uma tem seu gosto particular. Baby parece estar bem no meio desse espectro: come palmeiras de vez em quando, mas o que realmente tem gostado de fazer é atravessá-las e quebrá-las pelo caminho. Para os tratadores, isso acaba sendo uma ótima pista para saber exatamente por onde ela andou nas áreas mais arborizadas do habitat.

Além disso, temos encontrado cada vez mais árvores com pequenos galhos quebrados nas partes mais distantes dos recintos. Baby é tão curiosa que parece simplesmente passar por dentro ou por cima deles, assim como Guillermina e Pocha fizeram em seus primeiros dias no Santuário.

P.S.: Baby já encontrou algumas árvores que parecem perfeitas para coçar o corpo. Ela ainda não escolheu uma favorita, mas está experimentando várias delas enquanto ajuda a remover a pele morta. Este vídeo mostra muito bem Baby aproveitando uma boa coçada.
O dia 12 de agosto marca o Dia Mundial do Elefante O dia 12 de agosto marca o Dia Mundial do Elefante — uma data que celebra esses animais incríveis e reforça a urgência de protegê-los. Aqui no Santuário de Elefantes Brasil, essa missão é real todos os dias.

Além disso, o mês de agosto foi dedicado à conscientização sobre o elefante asiático por meio da iniciativa do programa SAFE (Saving Animals From Extinction), lançado em 2020. A campanha tem como
objetivo ampliar a visibilidade das ameaças enfrentadas por essa espécie e incentivar ações concretas de conservação.

Restam entre 20 e 35 mil elefantes asiáticos na natureza, espalhados por 13 países da Ásia. Classificados como espécie em perigo pela IUCN, sua população declinou mais de 50% nas últimas três gerações. A perda de habitat — impulsionada por desmatamento e expansão agrícola — é a maior ameaça, seguida pela caça furtiva e pelo comércio ilegal de vida selvagem.

Então, nesse Mês da Conscientização sobre o Elefante Asiático, convidamos você a fazer parte dessa história. Desenvolvemos uma estampa exclusiva e lançamos nosso moletom edição limitada. Criamos também uma campanha de arrecadação específica, onde fazendo uma doação simbólica, você garante recursos para o cuidado, a alimentação e o manejo especializado dos nossos elefantes. Cada presente é um gesto de carinho que se transforma em vida. Link nos stories e na bio!
Se você já se perguntou o que Bambi e Guille fazem Se você já se perguntou o que Bambi e Guille fazem quando Maia está em um daqueles cochilos mais demorados, talvez imagine que elas aproveitem para pastar e passear pelo habitat. E, na maior parte do tempo, é exatamente isso que acontece. Mas, nesta manhã, depois do café, enquanto Maia descansava tranquilamente na lagoa, Bambi decidiu convidar Guille para uma brincadeira.

No início do vídeo, Bambi está à direita, com a parte traseira voltada para a câmera. (Você pode identificar Guille pela cauda longa e bem peluda.) Em um gesto brincalhão, Bambi apoia a tromba sobre as costas de Guille. Guille parece não estar muito animada para uma disputa naquele momento, mas também demonstra querer permanecer por perto. Pouco depois, Bambi estica a tromba para tocar delicadamente o rosto de Guille, chegando até a colocá-la dentro de sua boca.

Depois de alguns minutos, Guille parece entrar na brincadeira e começa a recuar em direção ao rosto de Bambi — quase como uma criança provocando um irmão mais velho. Bambi volta a apoiar a tromba sobre as costas de Guille e a mantém ali enquanto Guille continua dando pequenos passos para trás.

Foi uma interação divertida e muito carinhosa. Guille parece perceber exatamente até onde pode ir na brincadeira, participando na medida certa para que Bambi pudesse gastar um pouco de energia. A dinâmica entre essas três elefantas é muito especial. As amizades que construíram têm muitas camadas e deixam claro o quanto elas se importam umas com as outras.
No Sorriso de Domingo desta semana, Baby nos mostr No Sorriso de Domingo desta semana, Baby nos mostra mais uma vez o quanto adora terra. Desde o seu primeiro dia no Santuário, ela deixou claro que esse é um dos seus elementos favoritos. Seja jogando terra sobre o próprio corpo, deitando sobre ela ou rolando de um lado para o outro, Baby parece aproveitar cada segundo da sensação da terra macia.

De tempos em tempos, renovamos os montes de terra dentro do galpão para que ela possa se deitar, se esfregar e conseguir a esfoliação natural de que sua pele tanto precisa. E, como vocês podem ver, ela já está adquirindo aquele característico tom avermelhado da terra do Santuário.

Como Baby parece realmente gostar de se cobrir de terra, criamos também alguns novos montes do lado de fora do galpão. Assim, ela pode escolher onde quer tomar seu banho de terra, descansar, tirar um cochilo ou simplesmente se apoiar. Sempre que necessário, renovamos esses montes com o auxílio da retroescavadeira, mantendo Baby em outro recinto durante o trabalho, para garantir sua segurança.

Até agora, ela tem aproveitado os montes externos tanto quanto os que ficam dentro do galpão. E é muito bonito vê-la deitada ali, completamente à vontade, mostrando que está cada vez mais confortável para relaxar e se sentir segura em seu novo lar.
Com a chegada de Baby, a 2ª moradora mais jovem do Com a chegada de Baby, a 2ª moradora mais jovem do SEB, recebemos perguntas sobre a possibilidade de ela ter um filhote no futuro e se as elefantas do Santuário ainda seriam capazes de se reproduzir. Entendemos essa curiosidade e sabemos que a ideia de ver as elefantas se tornando mães pode parecer encantadora. Mas acreditamos que é importante explicar por que elas nunca serão colocadas para reprodução.

A gestação de um filhote de elefante dura cerca de 22 meses — a mais longa entre todos os mamíferos. A exigência física é enorme, mesmo para uma elefanta jovem e saudável.

Na natureza, a primeira gestação costuma ocorrer entre os 14 e 15 anos nas elefantas africanas e um pouco mais tarde nas asiáticas. A capacidade reprodutiva diminui gradualmente com a idade e, no Santuário, a maioria das elefantas é geriátrica, com mais de 49 anos. Assim, com exceção de Baby e Guille, nenhuma delas está em faixa etária adequada para levar uma gestação até o fim.

Além da idade, existe um fator ainda mais importante. As marcas físicas e emocionais deixadas por décadas de cativeiro vão muito além do que podemos compreender. O maior presente que podemos oferecer é a oportunidade de se recuperar física e emocionalmente. Submetê-las à reprodução ou a uma gestação de 22 meses não seria apropriado para sua idade, condição física e nem faz parte da filosofia do Santuário. Além disso, a Global Federation of Animal Sanctuaries (GFAS), organização responsável por nossa acreditação, estabelece que verdadeiros santuários não realizam reprodução intencional de animais.

Embora tenhamos o privilégio de acompanhar diariamente a recuperação dessas elefantas, o Santuário ainda é uma forma de cativeiro. É, sem dúvida, o melhor que o cativeiro pode oferecer, mas a conservação da espécie precisa acontecer em seu habitat natural. Trazer novos filhotes para viver em um santuário não lhes proporcionaria a vida que merecem.

Nosso compromisso é oferecer a esses elefantes a oportunidade de viver o restante de suas vidas voltados para si mesmos, para sua recuperação e para os laços que constroem uns com os outros. É a isso que continuaremos dedicando todos os nossos dias.
A equipe de tratadores de Baby percebeu algo inter A equipe de tratadores de Baby percebeu algo interessante hoje: ela apareceu no galpão com lama argilosa do lago espalhada pelas patas e pelo rosto. É fácil saber que essa lama veio do lago, porque, neste momento, a margem ainda está acinzentada, e não com o tom avermelhado típico dos outros lagos do Santuário. Conforme Baby for entrando na água e misturando a terra ao fundo do lago, a argila vai se depositar e a camada superficial passará a adquirir a coloração avermelhada característica.

Tudo indica que Baby pode ter entrado um pouquinho no lago — mesmo que só até uma pequena profundidade — e se borrifado com água. Ainda não conseguimos vê-la fazendo isso, nem pessoalmente nem pelas câmeras de monitoramento, mas os sinais mostram que ela continua, com coragem, ampliando seus horizontes e explorando novas experiências.

P.S.: Para quem está curioso, Baby tinha uma 'piscina' em seu recinto no parque de diversões, mas quase nunca a utilizava. Agora, à medida que dá pequenos passos nessa nova vida no Santuário, talvez ela esteja redescobrindo atividades que antes não despertavam seu interesse.
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