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Histórico de Maia

By seb | blog, elefantes, elefantes asiáticos | 0 comment | 19 fevereiro, 2026 | 3

Recentemente, temos falado sobre o histórico médico de cada elefante do santuário, detalhando o que enfrentaram antes e ao chegarem aqui. Nesta semana, vamos falar sobre os desafios que Maia enfrentou, que foram diferentes dos comprometimentos físicos de Rana e Bambi. Enquanto elas lidaram com sérios problemas físicos, Maia precisou enfrentar dificuldades de ordem mental e emocional.

Maia passou mais de 30 anos no circo e, depois de ser apreendida e enviada para a fazenda do advogado do circo, acabou sendo mantida com duas correntes, pois já havia se soltado anteriormente e machucado alguém. Ela também derrubava sua companheira Guida e pegava sua comida. Às vezes, Maia agia de forma agressiva — talvez porque sentisse que precisava ser forte, por medo, ou ambos. Guida era a “boa menina” e recebia carinho, enquanto Maia não recebia.

Fisicamente, Maia estava entre acima do peso e obesa. Tinha um problema em um dos dedos da pata, mas suas patas estavam em condição muito melhor do que poderíamos imaginar, considerando o estado do recinto anterior. Suas unhas e cutículas estavam crescidas demais, o que era esperado para uma elefanta que provavelmente nunca havia recebido cuidados nas patas. Também havia uma área preocupante em seu lado direito; foi feita uma biópsia, mas os resultados foram inconclusivos. A região segue sendo monitorada pelos tratadores durante suas avaliações. Tanto Maia quanto Guida tinham pequenas feridas nas orelhas, possivelmente resultado do uso de gancho.

Quando chegou, ainda era possível perceber que Maia parecia um pouco na defensiva, como se estivesse esperando que algo ruim acontecesse. Já vimos em outros elefantes essa postura de estar pronto para machucar antes de ser machucado, então nos aproximamos dela de forma mais gradual do que fizemos com Guida. A primeira vez que fechamos Maia na baia de manejo no galpão, depois de semanas acostumando-a a entrar com os portões abertos, ela começou a tremer visivelmente, então abrimos o portão imediatamente. Levou tempo para que se sentisse confortável naquele espaço. Muitas vezes, elefantes de circo sofrem abusos nos bastidores, então não é incomum que fiquem receosos em locais assim — mas a reação de Maia foi mais intensa do que esperávamos.

Embora fosse vulnerável com Guida, Maia demonstrava um medo evidente das pessoas e do que poderiam fazer. Ela teve dificuldade com um cuidador externo que trabalhou com ela algum tempo após sua chegada, o que destacou o quanto era — e ainda é — sensível. Desde que chegou ao santuário, mesmo em situações que a deixavam apreensiva, nunca demonstrou agressividade com ninguém — com uma única exceção.

Um treinador externo trabalhava com Maia e Guida, e a personalidade de Guida, sempre querendo agradar, fazia com que aprendesse rapidamente. Já Maia, quando não estava com vontade de fazer algo, demonstrava extremo desinteresse. A pessoa responsável pelo treino projetava uma energia de frustração por não estar conseguindo o que queria de Maia, algo muito ligado às próprias expectativas. Já falamos sobre como não é justo nem produtivo projetar nossas próprias questões nos elefantes, e foi o que pareceu acontecer ali. Em certo momento, Maia lançou a tromba em direção ao treinador como forma de enviar um recado — e nunca mais vimos esse tipo de reação dela.

Maia teve a sorte de não enfrentar tantos problemas físicos quanto algumas das outras meninas, mas levou muitos meses para que sua saúde emocional alcançasse a física. As cicatrizes internas pareciam pesadas. O abuso, de qualquer tipo, pode tornar o processo de cura e de criação de vínculos mais lento para alguns indivíduos; Maia lidou com essas barreiras mesmo depois de algum tempo aqui, especialmente após a chegada de Mara. Ela permaneceu à margem do grupo por meses, e levou bastante tempo para se abrir completamente novamente — desta vez, com Bambi.

Felizmente, hoje ela está cercada por indivíduos que a amam e respeitam, e a cada dia deixa um pouco mais desse peso emocional para trás.

histórico, maia

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O SEB

O Santuário de Elefantes Brasil (SEB) é uma organização sem fins lucrativos que ajuda a transformar as vidas e o futuro dos elefantes cativos da América do Sul, devolvendo a eles a liberdade de poder ser quem querem e merecem ser – elefantes.

 

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elefantesbrasil

O santuário oferece cuidados que salvam vidas para O santuário oferece cuidados que salvam vidas para espécies nativas locais por meio do seu programa de Vida Silvestre e Reabilitação. Embora o santuário tenha sido fundado para cuidar de elefantes, a equipe percebeu que havia uma grande necessidade de atendimento à fauna silvestre.

Por meio da nossa colaboração com a SEMA (Secretaria de Estado de Meio Ambiente), nossa equipe já cuidou de antas, tamanduás, corujas, águias e muitos outros animais da fauna brasileira.

Temos orgulho de poder retribuir ao ecossistema local oferecendo esse cuidado especializado e preservando as áreas do santuário para proporcionar segurança e proteção a todos que chamam esse lugar de lar.
Algumas manhãs, não há muito o que elefantes ou pe Algumas manhãs, não há muito o que elefantes ou pessoas tenham a dizer — e tudo bem. Nessas horas, é melhor deixar a natureza falar por si só. Existem dias que parecem feitos para serem acompanhados pelo canto dos pássaros e pelo som da chuva caindo sobre as árvores, em vez do nosso próprio movimento e agitação.

Neste vídeo, Scott cumprimentou suavemente Rana (à esquerda) e Mara (à direita) enquanto elas se aproximavam da cerca aguardando o café da manhã e talvez um rápido “olá”. As duas estavam relaxadas, mas pareciam mais interessadas na refeição da manhã do que em vocalizar.

Às vezes, as meninas apenas querem compartilhar momentos tranquilos com suas companheiras e com seus tratadores. Esses momentos juntos são tão especiais quanto aqueles em que estão vocalizando, fazendo roncos e sons agudos — talvez até mais.

Hoje, temos a sorte de compartilhar nossas vidas com cinco elefantes incríveis, que também compartilham conosco suas emoções. As únicas expectativas que colocamos são sobre nós mesmos e sobre aquilo que devemos a essas meninas. Fora isso, celebramos esses momentos mais gentis, quando todos parecem contentes, tranquilos e com o olhar atento e sereno.
Recentemente, abrimos todos os recintos para que a Recentemente, abrimos todos os recintos para que as elefantas pudessem compartilhá-los após o almoço, separando os dois grupos em recintos vizinhos antes da chegada da noite. Oferecemos os Recintos 5, 1 e 2 — próximos ao galpão — para Mara e Rana. Já Bambi, Maia e Guillermina ocuparam os Recintos 4 e 3, que também ficam perto do galpão.

Essa configuração permitia que os dois grupos compartilhassem uma parte menor da cerca, além da divisória principal, possibilitando que se encontrassem através da barreira caso quisessem.

Como já era o fim da tarde, os tratadores acompanharam as elefantas pelas câmeras de observação e viram Guille parada no ponto onde os Recintos 3 e 4 encontram o Recinto 2. Mara e Rana estavam próximas, no Recinto 2, e caminharam até Guille, onde ela descansava.

As três passaram um tempo compartilhando o espaço, em um momento tranquilo e delicado. Rana nem sempre parece completamente confortável quando Guillermina está com muita energia, então foi bonito ver Rana tão aberta a uma interação com uma Guille mais calma. E Guille, que tem evoluído muito em sua capacidade de “ler o ambiente”, parecia entender que uma abordagem mais suave era a melhor escolha naquele momento.

Quando vemos as meninas em situações assim, imaginamos que talvez estejam tendo uma conversa à sua própria maneira de elefante. Independentemente de terem “conversado” ou não, o momento foi um belo exemplo de como a possibilidade de escolha impacta os relacionamentos — e de como todas as envolvidas tomaram a decisão consciente de se reconectar.
Mara é levada ao galpão ou ao anexo algumas vezes Mara é levada ao galpão ou ao anexo algumas vezes por semana para avaliações médicas; tudo depende de onde ela e Rana decidiram ficar depois da refeição da manhã. Às vezes, os tratadores fazem apenas uma avaliação geral e uma checagem de carrapatos, enquanto em outros momentos o foco está nos cuidados com as patas, ou no monitoramento e tratamento de antigas feridas ou outras questões médicas, caso apareçam.

A equipe de cuidados costuma realizar os tratamentos de Mara mais ou menos no mesmo horário dos de Rana, já que as duas parecem querer permanecer juntas depois do café da manhã — e, na verdade, durante praticamente o dia todo.

Ultimamente, Mara tem demonstrado um interesse especial pelas recompensas recebidas durante as sessões. (Todas as elefantes ficam ansiosas pelos pequenos pedaços de frutas e vegetais que recebem durante os cuidados com as patas ou avaliações.)

Mara estava no corredor de manejo, se comportando incrivelmente bem, mas, quando terminava seu petisco e demorávamos um pouco para oferecer outro, ela começava a fazer sons agudos — e então balançava a pata, talvez para chamar nossa atenção. Ela não estava tentando chutar nem sendo agressiva; provavelmente apenas estava usando aquilo como uma forma física de comunicar o que queria.

Claro que, depois de algumas “demonstrações” de Mara, os tratadores passaram a ser mais rápidos com os petiscos que ela claramente havia merecido. E ela certamente merecia mesmo.
Entre as três adoráveis elefantas que compartilham Entre as três adoráveis elefantas que compartilham o mesmo espaço, estamos acostumados a ver Maia e Guillermina frequentemente caminhando por aí com montes de feno na cabeça, mas Bambi também costuma se enfeitar com seu café da manhã. Na verdade, houve um dia, não muito tempo atrás, em que todas as cinco elefantas asiáticas estavam usando chapéus de feno ao mesmo tempo. Para o Sorriso de Domingo desta semana, flagramos Bambi no meio de um arremesso de feno, mirando nas costas em vez da cabeça. Ela também estava com a boca bem cheia, comendo devagar e em um ritmo tranquilo; parecia à vontade com suas amigas, sua refeição e seu novo xale.
Guillermina é a elefanta mais jovem do santuário. Guillermina é a elefanta mais jovem do santuário. Com apenas 27 anos, ela tem menos da metade da idade da nossa residente mais velha, Rana, que tem cerca de 66. Guille tem uma energia muito rápida e juvenil em tudo o que faz. Ela se anima facilmente durante os tratamentos, é veloz quando os tratadores trazem petiscos e aventureira dentro do habitat. Tudo o que ela faz parece ter um brilho extra, e dá até para ver isso no jeito como ela anda!

O que você acha do andar especial da nossa residente mais jovem?
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