[email protected]
Santuário de Elefantes BrasilSantuário de Elefantes BrasilSantuário de Elefantes BrasilSantuário de Elefantes Brasil
  • SANTUÁRIO
    • ORIGENS
    • QUEM SOMOS
    • POR QUE O BRASIL?
    • O QUE É?
    • O SEB
    • F.A.Q.
  • ELEFANTES
    • RESIDENTES
      • MAIA
      • RANA
      • MARA
      • BAMBI
      • GUILLERMINA
    • EM MEMÓRIA
      • GUIDA
      • RAMBA
      • POCHA
      • LADY
      • PUPY
      • KENYA
    • OUTROS RESIDENTES
  • CIÊNCIA
    • FATOS BÁSICOS SOBRE OS ELEFANTES
    • INFORMAÇÕES DETALHADAS
    • DOCS PARA DOWNLOAD
    • DOCS SANDRO
  • AJUDE
    • DOE AGORA!
    • ADOTE UM ELEFANTE
    • DOE & GANHE
  • PRODUTOS SEB
  • PARCEIROS
  • CONTATO

Histórico de Rana

By seb | blog, elefantes, elefantes asiáticos | 0 comment | 5 fevereiro, 2026 | 0
https://elefantesbrasil.org.br/wp-content/uploads/2026/02/05_02_26_RanaHistoricoHoriz.mp4

 

Para honrar as trajetórias dos elefantes aqui no Santuário de Elefantes Brasil, temos compartilhado um pouco do histórico de cada um deles. Contamos o que sabemos sobre suas histórias de vida e também destacamos alguns dos problemas de saúde do passado, o que evidencia o quanto o tempo no santuário é realmente transformador. Recentemente, nos aprofundamos na história médica de Bambi (leia aqui) e, hoje, vamos olhar com mais atenção para Rana — o que ela enfrenta no dia a dia e tudo o que superou desde os anos anteriores à chegada ao santuário.

Quando conhecemos Rana, ela vivia sozinha em um zoológico de hotel no litoral brasileiro. Muitos elefantes em cativeiro, em situações inadequadas, precisam de intervenção judicial para chegar a um santuário, mas Rana foi entregue de forma voluntária. Seu recinto não era apropriado para um elefante, e ela vivia atrás de uma cerca eletrificada que, na prática, pouco fazia para contê-la — algo que os novos responsáveis compreenderam. Rana podia ser agressiva, mas isso parecia surgir da frustração ou do tédio, e não de raiva direcionada aos humanos. Era comum que arremessasse galhos ou lançasse a tromba em direção às pessoas em momentos de irritação. Havia um veterinário que claramente se importava com ela, mas todos sabiam que não tinham o conhecimento nem a estrutura necessários para oferecer os cuidados adequados. Assim, decidiram que a vida em um santuário seria a melhor opção.

Ao chegar ao SEB, sabíamos que precisávamos tratar imediatamente uma infecção antiga e persistente em sua vulva. A região estava inflamada e não retraía para dentro do corpo, o que fazia com que Rana chegasse a chutá-la com as patas na tentativa de aliviar o desconforto. A instituição anterior tinha conhecimento do problema, mas não dispunha de meios seguros para tratá-lo. De forma impressionante, após apenas um ou dois dias, Rana baixou a guarda o suficiente para permitir que começássemos a limpeza e o tratamento da área, demonstrando uma enorme coragem. Ela também apresentava uma ferida por pressão no cotovelo, que persiste até hoje, embora receba limpeza e medicação regulares. Esse tipo de lesão costuma ocorrer quando elefantes se deitam repetidamente, por longos períodos, em superfícies duras e insalubres. Quando chegou, era um abscesso ativo e, mesmo depois de tantos anos, ainda está em processo de melhora — um lembrete de como pequenas lesões em elefantes podem se tornar problemas de longo prazo.

Como você já sabe, utilizamos o treinamento com reforço positivo para ensinar os elefantes a receber tratamentos médicos de forma segura e eficaz. Rana teve um pouco de dificuldade no início e relutava em tocar o alvo — basicamente uma bola na ponta de um bastão, algo como um cotonete gigante. Precisamos conquistar sua confiança aos poucos: primeiro, tocando apenas a bola; depois, a bola presa a um bastão pequeno; em seguida, a um bastão um pouco maior, e assim por diante. No fim, tudo correu bem — Rana apenas precisava nos mostrar como gostaria de ser abordada, e temos o mais profundo respeito por isso.

Desde sua chegada, Rana apresenta recorrentes “extrusões” em alguns dedos, decorrentes de problemas antigos e profundos. Quando elefantes passam muito tempo em contato com seus próprios dejetos, esse material se infiltra nas camadas das almofadas e das unhas. Com o desgaste natural, essas bolsas acabam se abrindo, e o tecido anormal é expelido, exigindo tratamento. Rana ainda recebe regularmente banhos de imersão nas patas e medicação para essas lesões, algo que será necessário pelo resto de sua vida. Durante anos, suspeitamos que ela, assim como Lady, tivesse osteomielite — uma infecção óssea. Radiografias confirmaram essa condição e mostraram que alguns ossos de seus dedos se deterioraram completamente, praticamente desaparecendo.

Rana tem diversas cicatrizes pelo corpo — algumas com explicação possível, outras não. Há marcas na tromba, dentro das narinas, nas pernas e ao redor do pescoço, provavelmente relacionadas à captura na natureza. Em algum momento, ela sofreu uma lesão significativa na tromba e, além das cicatrizes externas, apresenta perfurações internas que não são visíveis à primeira vista. No início, Rana relutava em colocar a tromba em nossas mãos durante os tratamentos, mesmo quando isso significava ganhar petiscos. Ela superou isso relativamente rápido, e, à medida que foi ficando mais relaxada, tornou-se mais evidente a extensão das cicatrizes. Rana também teve um papiloma próximo ao canto do olho, diagnosticado no santuário por meio de biópsia. Utilizamos todos os tratamentos disponíveis na época — criocirurgia, medicação tópica, terapias alternativas e laser frio. Esses tumores geralmente estão associados a um sistema imunológico fragilizado ou a exposições virais anteriores. Com o tempo, cuidado e atenção, conseguimos suspender o tratamento à medida que a lesão cicatrizava. Algumas feridas em elefantes, como essa e o abscesso no cotovelo, tendem a cicatrizar lentamente — quando cicatrizam por completo.

Quanto à lesão física mais evidente, o cotovelo direito fundido, não há qualquer documentação que explique sua origem. Em vídeos, é possível notar que Rana mantém a perna esticada ao caminhar ou subir, e tudo indica que isso acontece desde muito jovem. Há indícios circunstanciais de que a lesão possa ter sido causada por algum tipo de acidente, talvez um atropelamento ou algo semelhante. As características da lesão não correspondem às que normalmente vemos em casos de captura, treinamento ou abuso.

Assim como todos as suas companheiras no SEB, Rana superou muito mais do que jamais saberemos. Ela se tornou a elefanta a quem outras recorrem quando precisam de compreensão e tem uma habilidade especial de ser exatamente o que suas amigas precisam em quase qualquer situação. Rana conviverá com desafios de saúde pelo resto da vida, mas possui um espírito extraordinário e uma vontade de viver que não se pode fingir.

histórico, rana

–

O SEB

O Santuário de Elefantes Brasil (SEB) é uma organização sem fins lucrativos que ajuda a transformar as vidas e o futuro dos elefantes cativos da América do Sul, devolvendo a eles a liberdade de poder ser quem querem e merecem ser – elefantes.

 

Newsletter

Santuário de Elefantes Brasil

elefantesbrasil

Não há como negar — os pequenos guinchos de Gu Não há como negar — os pequenos guinchos de Guillermina derretem corações. Ela nem sempre é tão vocal quanto Maia e Bambi, mas quando decide se expressar, é absolutamente encantadora. Nesse caso, suas vocalizações delicadas foram suficientes para incentivar Bambi e Maia a se juntarem a ela, formando um verdadeiro coro de elefantes, com guinchos, pequenos toques de trombeta e roncos.

As três tinham acabado de terminar o café da manhã quando Scott ouviu Guille emitir alguns de seus ruídinhos agudos e rangentes. Adoramos incentivá-la a se expressar, especialmente porque ela parece ter reprimido bastante esse lado vocal depois da morte de sua mãe, Pocha. Celebramos cada momento em que ela se sente livre o suficiente para mostrar o que está sentindo. Em alguns instantes, ela fica até brincalhona, recuando em direção a Bambi e Maia, talvez tentando incentivá-las a começar uma pequena festa.

Enquanto isso, Maia e Bambi permanecem lado a lado, tocando carinhosamente o rosto uma da outra com as trombas. Já Guille segue em direção a Scott, com a boca aberta, na esperança de ganhar um petisco extra depois do café da manhã. Não havia nenhum — mas isso não a incomodou. Não dá para culpar uma menina por tentar.

P.S.: Você reparou como a boca de Guille quase se transforma em um sorriso quando ela emite seus pequenos guinchos? Os cantos da boca se levantam levemente, formando algo parecido com um sorriso travesso, e é possível ver as bochechas se movimentando enquanto ela vocaliza. Seus pequenos dentes também ficam mais visíveis do que os da maioria dos outros elefantes asiáticos.
🎉 BLOCO DA FRUTA NA TROMBA! Sabe aquele bloco q 🎉 BLOCO DA FRUTA NA TROMBA!
Sabe aquele bloco que você não quer perder? É esse! 🍌
Nossos elefantes estão convidando você para participar da festa de fevereiro! E o melhor: você ajuda a alimentá-los enquanto se diverte! 🐘💚

Tem cota para todo tipo de folião:
🎭 Esquenta da Folia (R$20) - Começou a animar!
🎭 Abre Alas (R$50) - Abrindo caminho!
🎭 Comissão de Frente (R$80) - Liderando o bloco!
🎭 Carro Alegórico (R$150) - Roubando a cena!
🎭 Rei Momo (R$250) - Rei da festa!
🎭 Dono do Baile (R$500) - Você manda!

Cada doação = frutas frescas para nossa manada! 🍉🍊🥕
Meta: R$50 mil para alimentar 5 elefantes por 1 mês!

Topa entrar nesse bloco? Link na bio! e nos stories
Compartilhe com seus amigos! Quanto mais gente no bloco, melhor! 🎊

#BlocoDaFrutaNaTromba #SantuárioElefantes #Fevereiro #Carnaval #Generosidade #Elefantes #DoeAgora #SEB
Temos visto Rana e Mara cada vez mais no lago, esp Temos visto Rana e Mara cada vez mais no lago, especialmente nos dias mais quentes. Muitas vezes, a profundidade em que decidem entrar depende do humor delas — e também de quão forte está o sol. No passado, Rana costumava se esbaldar na água com Ramba, e as duas pareciam adorar se sujar de lama. Hoje em dia, Rana tem uma energia mais calma (e também está um pouco mais velha) e nem sempre fica tão brincalhona na água quanto antes. Ainda assim, Rana e Mara são conhecidas por sua paixão pela lama, então sempre reservam um tempo para fazer uma boa bagunça.

Nessa tarde em especial, o dia estava bem ensolarado, com um céu azul bonito — a combinação perfeita para um mergulho. Na verdade, as cinco elefantas asiáticas foram para seus respectivos lagos naquele dia. Vimos Mara entrar no lago do Recinto 5, e Rana logo a acompanhou. Mara foi a primeira a se submergir, embora o topo de sua cabeça tenha ficado inicialmente para fora da água. Rana caminhou até que a água alcançasse sua barriga e então parou bem ao lado de Mara.

Depois de alguns minutos se refrescando, Mara decidiu afundar um pouco mais e mergulhou a cabeça na água. Rana a seguiu rapidamente, e as duas permaneceram ali por vários minutos, com as trombas surgindo de tempos em tempos para respirar, quase como snorkels. Apostamos que não vai demorar para vê-las novamente nesse mesmo lugar.
Já era o fim do dia, e os tratadores seguiam para Já era o fim do dia, e os tratadores seguiam para alimentar Bambi, Maia e Guille. Eles avistaram Guille junto à cerca, mas por alguns minutos não conseguiram encontrar os outros dois elefantes. Logo depois, Maia e Bambi surgiram entre as árvores, perto do lago — que tem sido um ponto bastante disputado ultimamente.

Foi então que captaram o Sorriso de Domingo desta semana: um belo vislumbre da Maia vista por trás, parada sob um lindo arco-íris do santuário.
Feliz domingo a todos!

#elefantes #elefantesbrasil #seb #santuariodeelefantes #maia #sorridodedomingo #vempramanada
Como temos visto nas últimas semanas, estamos viv Como temos visto nas últimas semanas, estamos vivendo um momento que expõe um lado preocupante da nossa sociedade — um cenário em que alegações falsas e negativas são mais facilmente aceitas do que verdades positivas, e em que muitas vezes parece mais simples acreditar em acusações de manipulação e corrupção do que reconhecer que honestidade e integridade existem.

No episódio do podcast (do GSE) desta semana, analisamos como narrativas anti-santuários e a suspensão temporária da licença do SEB para receber novos elefantes surgiram dentro desse contexto — e por que os impactos vão além dos elefantes, afetando de forma mais ampla o trabalho de resgate e reabilitação da vida silvestre.

Ao mesmo tempo, refletimos sobre como esse momento difícil também pode representar uma oportunidade: a de trazer clareza por meio de uma análise baseada em evidências e de destacar a responsabilidade vital — e muitas vezes mal compreendida ou ignorada — que santuários ao redor do mundo assumem ao acolher elefantes idosos, com doenças crônicas ou em cuidados de fim de vida.

Convidamos nossos apoiadores a assinar e compartilhar a petição que pede critérios justos, transparentes e iguais — garantindo que o Santuário de Elefantes Brasil e os zoológicos no Brasil sejam avaliados pelos mesmos parâmetros regulatórios. 

O link da petição está disponível na bio e nos stories.
Em uma manhã ensolarada, depois do café da manhã, Rana e Mara estavam próximas ao galpão, já que era hora dos cuidados com as patas da Rana. Mara permaneceu no Recinto 1 enquanto Rana recebia o banho de imersão, o casqueamento e os tratamentos tópicos. Como o dia estava bem quente, achamos que Mara poderia gostar de um pouco de água fresca, então ligamos o chuveiro dos elefantes.

O que chamamos de “chuveiro dos elefantes” é, na verdade, um cano fixo próximo à mangueira, aberto e posicionado em um ângulo que cria um jato semelhante a um aspersor, permitindo que os elefantes aproveitem a água à vontade. Funciona como um banho de mangueira, mas com uma pressão muito maior — o que, nesse caso, permite que o elefante se refresque sozinho, sem que a presença humana interfira no momento. E pode ficar tranquilo: como dá para ver no vídeo, o cano fica bem fora do alcance da tromba, então não há risco de virar um brinquedo.

Mara permaneceu sob o jato de água por vários minutos e chegou a abrir a boca, deixando a água cair diretamente sobre a língua. Depois de um tempo, seguiu em direção à Rana — bem mais molhada e refrescada do que alguns minutos antes.
SIGA O SEB NO INSTAGRAM
Copyright 2020 Santuário de Elefantes Brasil | Todos os direitos reservados | design
  • SANTUÁRIO
    • ORIGENS
    • QUEM SOMOS
    • POR QUE O BRASIL?
    • O QUE É?
    • O SEB
    • F.A.Q.
  • ELEFANTES
    • RESIDENTES
      • MAIA
      • RANA
      • MARA
      • BAMBI
      • GUILLERMINA
    • EM MEMÓRIA
      • GUIDA
      • RAMBA
      • POCHA
      • LADY
      • PUPY
      • KENYA
    • OUTROS RESIDENTES
  • CIÊNCIA
    • FATOS BÁSICOS SOBRE OS ELEFANTES
    • INFORMAÇÕES DETALHADAS
    • DOCS PARA DOWNLOAD
    • DOCS SANDRO
  • AJUDE
    • DOE AGORA!
    • ADOTE UM ELEFANTE
    • DOE & GANHE
  • PRODUTOS SEB
  • PARCEIROS
  • CONTATO
Santuário de Elefantes Brasil