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Histórico de Rana

By seb | blog, elefantes, elefantes asiáticos | 0 comment | 5 fevereiro, 2026 | 0
https://elefantesbrasil.org.br/wp-content/uploads/2026/02/05_02_26_RanaHistoricoHoriz.mp4

 

Para honrar as trajetórias dos elefantes aqui no Santuário de Elefantes Brasil, temos compartilhado um pouco do histórico de cada um deles. Contamos o que sabemos sobre suas histórias de vida e também destacamos alguns dos problemas de saúde do passado, o que evidencia o quanto o tempo no santuário é realmente transformador. Recentemente, nos aprofundamos na história médica de Bambi (leia aqui) e, hoje, vamos olhar com mais atenção para Rana — o que ela enfrenta no dia a dia e tudo o que superou desde os anos anteriores à chegada ao santuário.

Quando conhecemos Rana, ela vivia sozinha em um zoológico de hotel no litoral brasileiro. Muitos elefantes em cativeiro, em situações inadequadas, precisam de intervenção judicial para chegar a um santuário, mas Rana foi entregue de forma voluntária. Seu recinto não era apropriado para um elefante, e ela vivia atrás de uma cerca eletrificada que, na prática, pouco fazia para contê-la — algo que os novos responsáveis compreenderam. Rana podia ser agressiva, mas isso parecia surgir da frustração ou do tédio, e não de raiva direcionada aos humanos. Era comum que arremessasse galhos ou lançasse a tromba em direção às pessoas em momentos de irritação. Havia um veterinário que claramente se importava com ela, mas todos sabiam que não tinham o conhecimento nem a estrutura necessários para oferecer os cuidados adequados. Assim, decidiram que a vida em um santuário seria a melhor opção.

Ao chegar ao SEB, sabíamos que precisávamos tratar imediatamente uma infecção antiga e persistente em sua vulva. A região estava inflamada e não retraía para dentro do corpo, o que fazia com que Rana chegasse a chutá-la com as patas na tentativa de aliviar o desconforto. A instituição anterior tinha conhecimento do problema, mas não dispunha de meios seguros para tratá-lo. De forma impressionante, após apenas um ou dois dias, Rana baixou a guarda o suficiente para permitir que começássemos a limpeza e o tratamento da área, demonstrando uma enorme coragem. Ela também apresentava uma ferida por pressão no cotovelo, que persiste até hoje, embora receba limpeza e medicação regulares. Esse tipo de lesão costuma ocorrer quando elefantes se deitam repetidamente, por longos períodos, em superfícies duras e insalubres. Quando chegou, era um abscesso ativo e, mesmo depois de tantos anos, ainda está em processo de melhora — um lembrete de como pequenas lesões em elefantes podem se tornar problemas de longo prazo.

Como você já sabe, utilizamos o treinamento com reforço positivo para ensinar os elefantes a receber tratamentos médicos de forma segura e eficaz. Rana teve um pouco de dificuldade no início e relutava em tocar o alvo — basicamente uma bola na ponta de um bastão, algo como um cotonete gigante. Precisamos conquistar sua confiança aos poucos: primeiro, tocando apenas a bola; depois, a bola presa a um bastão pequeno; em seguida, a um bastão um pouco maior, e assim por diante. No fim, tudo correu bem — Rana apenas precisava nos mostrar como gostaria de ser abordada, e temos o mais profundo respeito por isso.

Desde sua chegada, Rana apresenta recorrentes “extrusões” em alguns dedos, decorrentes de problemas antigos e profundos. Quando elefantes passam muito tempo em contato com seus próprios dejetos, esse material se infiltra nas camadas das almofadas e das unhas. Com o desgaste natural, essas bolsas acabam se abrindo, e o tecido anormal é expelido, exigindo tratamento. Rana ainda recebe regularmente banhos de imersão nas patas e medicação para essas lesões, algo que será necessário pelo resto de sua vida. Durante anos, suspeitamos que ela, assim como Lady, tivesse osteomielite — uma infecção óssea. Radiografias confirmaram essa condição e mostraram que alguns ossos de seus dedos se deterioraram completamente, praticamente desaparecendo.

Rana tem diversas cicatrizes pelo corpo — algumas com explicação possível, outras não. Há marcas na tromba, dentro das narinas, nas pernas e ao redor do pescoço, provavelmente relacionadas à captura na natureza. Em algum momento, ela sofreu uma lesão significativa na tromba e, além das cicatrizes externas, apresenta perfurações internas que não são visíveis à primeira vista. No início, Rana relutava em colocar a tromba em nossas mãos durante os tratamentos, mesmo quando isso significava ganhar petiscos. Ela superou isso relativamente rápido, e, à medida que foi ficando mais relaxada, tornou-se mais evidente a extensão das cicatrizes. Rana também teve um papiloma próximo ao canto do olho, diagnosticado no santuário por meio de biópsia. Utilizamos todos os tratamentos disponíveis na época — criocirurgia, medicação tópica, terapias alternativas e laser frio. Esses tumores geralmente estão associados a um sistema imunológico fragilizado ou a exposições virais anteriores. Com o tempo, cuidado e atenção, conseguimos suspender o tratamento à medida que a lesão cicatrizava. Algumas feridas em elefantes, como essa e o abscesso no cotovelo, tendem a cicatrizar lentamente — quando cicatrizam por completo.

Quanto à lesão física mais evidente, o cotovelo direito fundido, não há qualquer documentação que explique sua origem. Em vídeos, é possível notar que Rana mantém a perna esticada ao caminhar ou subir, e tudo indica que isso acontece desde muito jovem. Há indícios circunstanciais de que a lesão possa ter sido causada por algum tipo de acidente, talvez um atropelamento ou algo semelhante. As características da lesão não correspondem às que normalmente vemos em casos de captura, treinamento ou abuso.

Assim como todos as suas companheiras no SEB, Rana superou muito mais do que jamais saberemos. Ela se tornou a elefanta a quem outras recorrem quando precisam de compreensão e tem uma habilidade especial de ser exatamente o que suas amigas precisam em quase qualquer situação. Rana conviverá com desafios de saúde pelo resto da vida, mas possui um espírito extraordinário e uma vontade de viver que não se pode fingir.

histórico, rana

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O SEB

O Santuário de Elefantes Brasil (SEB) é uma organização sem fins lucrativos que ajuda a transformar as vidas e o futuro dos elefantes cativos da América do Sul, devolvendo a eles a liberdade de poder ser quem querem e merecem ser – elefantes.

 

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Santuário de Elefantes Brasil

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O Santuário recebeu com felicidade e tranquilidad O Santuário recebeu com felicidade e tranquilidade a notícia do reestabelecimento da licença para recebimento de novos elefantes, bem como o reconhecimento da inexistência de risco sanitário.

A decisão reforça a capacidade técnica do nosso trabalho e valida a transparência e a ética que orientam, diariamente, todas as nossas práticas e procedimentos. Sempre atuamos com responsabilidade, compromisso com as autoridades competentes e respeito absoluto aos protocolos exigidos.

Com isso, seguimos aptos a cumprir nossa missão: acolher elefantes e oferecer a eles uma vida mais digna, com bem-estar, cuidado especializado e um ambiente seguro.

Agradecemos muito a todos que apoiam e acreditam em nosso trabalho. Juntos, seguimos firmes.
Se você nos acompanha há algum tempo, sabe que a Se você nos acompanha há algum tempo, sabe que as elefantas residentes do santuário têm personalidades, características e preferências únicas. Assim como acontece com as pessoas, é difícil descrevê-las em poucas palavras — e elas estão sempre evoluindo e mudando. Ainda assim, cada elefanta tem alguns traços marcantes que realmente se destacam.

Se você quiser conhecer melhor o passado e a personalidade de cada uma das elefantas do santuário, pode ler as biografias completas no nosso site.

E se ainda não entrou pro Bloquinho da Manada - o Bloco da Fruta na Tromba, venha! Esperamos vocie para a festa! (link na bio e nos stories)
Todos os dias, Rana recebe tratamento para as pata Todos os dias, Rana recebe tratamento para as patas e para a escara de pressão no cotovelo. Ela convive com essas questões há anos, muito antes de chegar ao santuário. Ambos os problemas foram causados, ao menos em parte, pelo contato com superfícies duras, muitas vezes insalubres e artificiais.

Mara geralmente passa por suas próprias avaliações algumas vezes por semana. Ela teve um abscesso no pescoço e, assim como Rana, possui uma antiga escara de pressão que se desenvolveu anos atrás. Os tratadores também verificam o sulco ao redor do lado direito do quadril, que sofreu uma lesão em algum momento do passado. As duas ainda recebem inspeção e remoção de carrapatos.

Muitas vezes, os atendimentos acontecem no galpão, mas se elas estão no Recinto 4, o anexo também é um local conveniente. E, quando estão mais ao fundo do habitat, o cuidado pode ser feito em uma parede de treinamento ao longo da cerca.

Nesta manhã específica, o Dr. Mateus realizou o tratamento no anexo. Depois, os tratadores as incentivaram a caminhar em outra direção para que pudessem limpar a área próxima ao anexo; as elefantas foram incríveis e seguiram sem qualquer hesitação. As duas ganharam um pouco de feno pela colaboração e ficaram pastando ao longo da cerca por um bom tempo.

Mais tarde, seguiram para uma área mais distante do habitat em busca de mais vegetação para beliscar. Não demorou muito para a chuva começar e — você já sabe — elas caminharam em direção ao lago, que tem sido um dos lugares mais disputados ultimamente quando as pancadas de chuva chegam.
AUMENTE O VOLUME para ouvir os sons dos elefantes! AUMENTE O VOLUME para ouvir os sons dos elefantes! Às vezes você escuta as meninas vocalizando e, mesmo estando por perto, nem sempre sabe exatamente sobre o que estão “conversando”. Às vezes as menores coisas já são suficientes para animá-las — e aí pronto, começa o festival de sons. Foi o que aconteceu aqui com Maia, Bambi e Guillermina. Talvez fosse apenas uma comemoração por estarem as três juntas — nunca saberemos.

Primeiro ouvimos os toques de trombeta de Maia, que muitas vezes são seguidos pelos roncos profundos de Bambi. Mas desta vez, antes mesmo de Bambi conseguir soltar qualquer som, Guille começou a oferecer alguns de seus guinchos mais agudos. Ela nem sempre é tão vocal quanto as amigas, então foi interessante ouvi-la se expressar com tanta empolgação. Claro que isso já foi o suficiente para animar Bambi, e pudemos ouvir seus roncos ecoando pelo recinto.

Em determinado momento, Maia se inclina e toca suavemente o rosto de Bambi, e logo depois Guille faz o mesmo. Após essa conversinha rápida, elas se acomodaram em um cantinho ensolarado para pastar pelo restante da tarde.

Pode já ser um preparativo para o Carnaval! E você? Já está participando do Bloco da Fruta na Tromba?! Doe frutas e faça a alegria das meninas no bloquinho da manada! Link na bio e nos stories!
Não há nada tão satisfatório quanto um dia tra Não há nada tão satisfatório quanto um dia tranquilo no santuário. Ele permite que você crie sua própria diversão quando tiver vontade e aproveite o tempo no seu próprio ritmo. Quando existe a opção de “escolher a própria aventura”, como se costuma dizer, às vezes a escolha é não ter aventura nenhuma.

Parece ser exatamente isso que Mara está fazendo hoje. Você pode estar assistindo ao vídeo e se perguntando: “Ela está mesmo acordada?”, e está — mas só um pouquinho. Na verdade, ela fica tão parada que, em alguns momentos, quase parece uma fotografia. A única pista de que está desperta é o balanço suave da cauda.

Mara e Rana haviam nadado um pouco antes, e esse tipo de atividade costuma pedir uma soneca depois. Mantivemos certa distância ao gravar este vídeo para não incomodá-la e, embora ela soubesse que estávamos por perto, não demonstrou nenhum interesse na nossa presença — exatamente como sempre esperamos.

Deixamos as duas elefantas pastando e cochilando (e repetindo).
Há algo profundamente calmante na imagem de um el Há algo profundamente calmante na imagem de um elefante relaxando na chuva. O Sorriso de Domingo desta semana reflete exatamente isso, ao mostrar Bambi parada sob uma garoa suave, pastando a grama ainda verdinha.

Diferente de Maia — que parece não se importar em arrancar a grama junto com raízes cheias de terra — Bambi é um pouco mais delicada na forma como escolhe cada trombada. Até pode vir alguma raiz junto, mas cada folha é selecionada com mais cuidado (e acaba ficando mais limpa) do que as da companheira.

Independentemente da maneira como cada elefante aprecia sua graminha, o resultado final é o mesmo: uma boa, grande e saborosa mordida. 🌧️🐘
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