[email protected]
Santuário de Elefantes BrasilSantuário de Elefantes BrasilSantuário de Elefantes BrasilSantuário de Elefantes Brasil
  • SANTUÁRIO
    • ORIGENS
    • QUEM SOMOS
    • POR QUE O BRASIL?
    • O QUE É?
    • O SEB
    • F.A.Q.
  • ELEFANTES
    • RESIDENTES
      • MAIA
      • RANA
      • MARA
      • BAMBI
      • GUILLERMINA
    • EM MEMÓRIA
      • GUIDA
      • RAMBA
      • POCHA
      • LADY
      • PUPY
      • KENYA
    • OUTROS RESIDENTES
  • CIÊNCIA
    • FATOS BÁSICOS SOBRE OS ELEFANTES
    • INFORMAÇÕES DETALHADAS
    • DOCS PARA DOWNLOAD
    • DOCS SANDRO
  • AJUDE
    • DOE AGORA!
    • ADOTE UM ELEFANTE
    • DOE & GANHE
  • PRODUTOS SEB
  • PARCEIROS
  • CONTATO

Elefantes: os jardineiros das florestas asiáticas e africanas

    Home ciência Elefantes: os jardineiros das florestas asiáticas e africanas
    Next

    Elefantes: os jardineiros das florestas asiáticas e africanas

    By seb | ciência | 1 comment | 7 dezembro, 2013 | 1

    Por Jeremy Hance
    Mongabay.com
    Publicado em 25/04/2011

    jardineiros das florestas

    Elefante africano da floresta. Foto: Carlton Ward Junior.

    Parece difícil imaginar elefantes cuidando delicadamente de um jardim, mas esses paquidermes podem muito bem ser os horticultores mais pesados do mundo e considerados jardineiros das florestas. Elefantes, na África e na Ásia, comem quantidades abundantes de frutas quando estas estão disponíveis. As sementes passam por seus intestinos e, depois de expelidas – às vezes a muitos quilômetros de distância –, germinam uma nova planta, se as condições forem favoráveis. Esse processo é conhecido pelos ecologistas como “dispersão de sementes”, e os cientistas têm estudado há muito tempo a capacidade de “jardinagem” de macacos, pássaros, morcegos e roedores. Entretanto, recentemente pesquisadores começaram a documentar a capacidade de dispersão de sementes do maior animal terrestre do mundo – o elefante –, provando que essa espécie pode estar entre os mais importantes jardineiros tropicais do planeta.

    “Em nosso artigo, mostramos que elefantes africanos da floresta são os melhores dispersores de sementes – eles dispersam um vasto número de sementes, de uma grande diversidade de plantas, de uma forma muito eficaz […] Elefantes asiáticos e africanos da savana também dispersam muitas sementes […] mas aparentam ser menos frugívoros (comedores de frutas)”, conta Ahimsa Campos-Arceiz, o coautor de um artigo recentemente publicado na Acta Oecologica sobre dispersão de sementes por elefantes africanos e asiáticos, para o mongabay.com, em uma entrevista.

    Stephen Blake, o outro coautor do estudo, diz que, nesse contexto, o comportamento de diferentes espécies de elefantes tem mais a ver com o habitat do que com as preferências da espécie.

    “Elefantes africanos da savana normalmente não dispersam muitas sementes, mas coloque-os na floresta de Kibale, em Uganda, onde há acesso a frutas, e eles se tornarão formidáveis dispersores de sementes”, Explica Blake. “Nenhum mamífero de grande porte que é generalista em sua alimentação vai recusar uma boa refeição de frutas, se esta estiver disponível.”

    jardineiros das florestas

    Myrianthus arboreus são frutas típicas procuradas por grandes mamíferos e elefantes no Congo. Foto por J.P. Vandeweghe.

    Blake e Campos-Arceiz ressaltam em seu estudo que algumas espécies de plantas dependem completamente de elefantes para a sua dispersão, do mesmo modo que algumas orquídeas dependem inteiramente de um único inseto polinizador para propagação.

    “O melhor caso documentado é a relação entre a Balanites wilsonianae o elefante da savana, em Uganda. Vários estudos descobriram que elefantes consomem e dispersam muitas sementes de Balanites e que nenhum outro animal dispersa essas sementes”, explica Campos-Arceiz.

    Entretanto, Blake acrescenta que “o impacto cumulativo de dispersão por elefantes” é mais importante do que a conexão deles com uma única espécie: “é claro que a diminuição da quantidade de algumas árvores por causa do desaparecimento de elefantes é prejudicial, mas se a Balanites for extinta, é improvável que isso tenha um grande impacto no ecossistema da floresta. No entanto, se os elefantes foremextintos, significará que o equilíbrio competitivo de muitas espécies, indiscutivelmente mais de 100 na África Central, favorecerá aquelasque têm sua dispersão feita por fatores abióticos (isto é, não biológicos, como o vento). Isso é um fator fundamental, de um ponto de vista ecológico.”

    Uma das razões de elefantes serem tão importantes em um ecossistema florestal é que, ao contrário de muitas outras espécies, eles são capazes de dispersar sementes longe da árvore -mãe (a que produz as sementes). De acordo com pesquisadores, elefantes asiáticos espalham sementes num raio de 1km a 6km, enquanto, no Congo, elefantes da  floresta são capazes de espalhar sementes por um raio de até 57km.

    jardineiros das florestas

    A semente de Borassus flabelifer, recuperada de fezes de elefantes. Foto por Ahimsa Campos-Arceiz.

    “Essas são realmente distâncias de dispersão sem precedentes para sementes grandes de floresta. a maioria dos animais dispersores de sementes em florestas tropicais solta as sementes apenas a uns 10 ou 100 metros da fonte”, explica Campos-Arceiz.

    Apesar de sua importância ecológica, elefantes asiáticos e africanos estão ameaçados. Enquanto que algumas poucas populações de elefantes africanos da savana ainda estão estáveis, Blake diz que todas as populações de elefantes africanos da floresta – os maiores animais frugívoros do mundo – estão em “rápido declínio por causa da caça ilegal”.

    Elefantes asiáticos enfrentam pressões por causa da caça ilegal, além de conflitos entre humanos e elefantes e a perda de habitat.

    “O número de elefantes asiáticos está diminuindo rapidamente e hoje eles existem principalmente em populações pequenas e fragmentadas. Elefantes asiáticos perderam a maior parte – provavelmente mais de 95% – da extensão territorial que eles ocupavam historicamente. […] Hoje em dia, um, a cada três elefantes asiáticos, é um animal de cativeiro”, explicou Campos-Arceiz, que diz que a prioridade na conservação de elefantes asiáticos é lidar com o aparecimento de conflitos entre humanos e elefantes.

    Blake diz que a situação econômica, educacional e social ficou tão pobre na África Central que talvez sejam necessárias medidas drásticas para que elefantes de floresta sobrevivam.

    “Receio que uma forte mentalidade não politicamente correta deve ser imposta em parques nacionais até que haja uma nova ordem mundial de avaliação do valor dos recursos naturais… simplesmente não há um incentivo financeiro ou outros benefícios para fazer com que as comunidades locais se interessem em conservar elefantes […] mas o desafio é como fazer isso, com os constantemente decrescentes fundos e crescentes ameaças externas, que, a cada dia,  se aproximam mais das bordas de parques nacionais”, diz Blake, acrescentando que “um plano de uso da terra que respeite as necessidades de espécies que percorrem espaços muito amplos, como os elefantes, um forte reforço nas leis e estabilidade socioeconômica, política e ambiental estão entre as possíveis soluções, mas a África Central (assim como o resto do mundo) está bem longe de alcançar essas coisas”.

    Blake acredita que a difícil situação do elefante dispersor de sementes é, de alguma forma, emblemática de problemas mais amplos do planeta, como  conservação, meio ambiente, consumo, e até mesmo de problemas filosóficos.

    Elefante asiático macho na água, em Bundula National Park, Sri Lanka. Foto por: Ahimsa Campos-Arceiz.

    “Precisamos gerar ideais maiores na população, que vão além do próximo carro e de uma grande casa como objetivo de vida… precisamos fazer com que pessoas pensem na conexão entre a compra de um produto barato e a razão pela qual ele é barato”, diz Blake.
    “Elefantes são simplesmente mais um recurso natural que envolve, por um lado, a ganância humana, e, por outro, a necessidade humana. De alguma forma, nós precisamos que as pessoas se refamiliarizem com a natureza, ou elas não terão a menor ideia da interrelação entre causa e efeito. Essa mudança filosófica será tarde demais para os elefantes, isso se ela realmente acontecer, e, com a estimativa de 9 bilhões de pessoas no mundo daqui a pouco, o tsunami vai simplesmente varrer as últimas nobres áreas selvagens e levar, no processo, seus recursos naturais, elefantes e todo o resto.”

    E se Blake estiver certo, e os elefantes desaparecerem de vez das florestas que um dia eles dominaram?

    “No geral, nós podemos esperar uma perda de biodiversidade e uma simplificação da estrutura e da função da floresta”, explicou sucintamente Campos-Arceiz. E, então, o jardineiro terá abandonado seu pedaço de terra, deixando-o exposto para uma crescente monocultura de ervas daninhas.

    Continuação: O mais incrível horticultor do mundo – uma entrevista com Stephan Blake e Ahimsa Campos-Arceiz.

    Link para o artigo original

    caça, comércio de marfim, conservação, ecossistemas, elefantes, elefantes africanos da floresta, elefantes africanos da savana, elefantes asiáticos, espécies de elefantes
    Next

    –

    O SEB

    O Santuário de Elefantes Brasil (SEB) é uma organização sem fins lucrativos que ajuda a transformar as vidas e o futuro dos elefantes cativos da América do Sul, devolvendo a eles a liberdade de poder ser quem querem e merecem ser – elefantes.

     

    Newsletter

    Santuário de Elefantes Brasil

    elefantesbrasil

    Às vezes, os elefantes querem estar perto de seus Às vezes, os elefantes querem estar perto de seus amigos, mas em outros momentos precisam de um pouco de espaço só para si. Em dias quentes, as meninas podem se reunir sob uma árvore maior para se alimentar, mas, dependendo de onde estão, também podem escolher ficar em diferentes áreas de sombra — como Maia, Bambi e Guillermina fizeram aqui.

Maia, que aparece primeiro, está apoiada em uma árvore maior, depois de ter se coçado ali alguns minutos antes. Há um portão aberto entre os recintos, e Bambi (ao centro) e Guille (à direita) passaram por ele; estão próximas de Maia, mas buscaram suas próprias árvores, onde puderam se alimentar e cochilar.

Claro, Guille não costuma ficar no mesmo lugar por muito tempo, então ela caminhou pelo recinto e encontrou um pouco de feno para petiscar. Depois, seguiu na direção de Bambi e ficou bem ao lado dela. Por um momento, achamos que Guille poderia dividir o petisco com Bambi, mas ela preferiu aproveitar tudo sozinha.

Bambi, por sua vez, demonstrou pouco interesse e continuou apoiada em sua árvore, relaxando — assim como Maia.

E assim, como às vezes acontece, havia duas elefantes sonolentas que escolheram tirar um cochilo depois do café da manhã… e uma menina brincalhona que preferiu explorar.
    Algumas escolhas do dia a dia podem carregar muito Algumas escolhas do dia a dia podem carregar muito mais do que parecem.

As novas canecas do Santuário de Elefantes Brasil chegam com diferentes cores, estilos e detalhes — mas todas têm algo em comum: fazem parte de uma história de cuidado, respeito e recomeços.

Cada café, chá ou pausa pode ser também um lembrete desse trabalho construído todos os dias, com atenção, paciência e presença.

Assim como todos os nossos produtos, 100% do lucro é revertido para o cuidado dos elefantes e para a manutenção do santuário. Elas já estão disponíveis no site.

De alguma forma, elas aproximam.
Do Santuário, dos elefantes… e daquilo que realmente importa. 

Qual é a sua preferida? 

Conheça os modelos no site.
    A equipe de tratadores do Santuário de Elefantes A equipe de tratadores do Santuário de Elefantes Brasil vem trabalhando para fortalecer o relacionamento entre os tratadores e diferentes elefantes, e está fazendo um excelente trabalho ao construir vínculos e desenvolver uma compreensão profunda e mútua. O trabalho é intenso, mas, à medida que os tratadores aprendem a melhor forma de se relacionar com cada elefante, passam a se sentir mais confortáveis para conduzir tratamentos ou realizar cuidados com as patas por conta própria. Conforme ganham confiança, a confiança entre toda a equipe também se fortalece.

Mara recebe tratamentos há anos, mas uma das coisas que estamos trabalhando com ela é o posicionamento da tromba. Por exemplo, quando estamos limpando a antiga ferida por pressão na lateral de seu rosto, seria mais fácil para quem está realizando o tratamento se Mara mantivesse a tromba à frente das barras durante todo o processo. Muitas vezes, Scott segura a ponta da tromba de Mara ou Mateus pede que ela levante o nariz. Cada um tem sua própria técnica, mas manter a tromba voltada para a frente é a posição ideal para alguns, especialmente para aqueles que ainda são novos no trabalho com ela e estão construindo confiança.

De modo geral, porém, a disposição de Mara em aprender uma nova forma de fazer as coisas mostra sua abertura em oferecer aos tratadores o conforto que eles procuram, o que fortalecerá a relação dos dois lados.
    Ultimamente, as meninas estão aproveitando todo t Ultimamente, as meninas estão aproveitando todo tipo de água aqui no santuário — seja a chuva, um mergulho no lago ou, como no caso de Bambi aqui, alguns momentos no chuveiro para elefantes.

O Sorriso de Domingo desta semana nos mostra um pouco da sua tromba longa e sinuosa, que se torce e se movimenta na água do jato. 🐘💦
    Rana e Mara estão juntas quase o tempo todo. Quan Rana e Mara estão juntas quase o tempo todo. Quando Mara chegou ao santuário, em 2020, Rana já estava aqui. Desde o primeiro encontro, ficou claro que havia algo especial entre as duas. Rana pareceu saber imediatamente que Mara seria sua nova melhor amiga e, quando se aproximou dela pela primeira vez, soltou um grande bramido de alegria.

Quando os tratadores abriram os portões entre elas, Mara recebeu a nova amiga com entusiasmo e uma devoção imediata. Desde então, as duas mantêm uma amizade incrível.

Sempre que um novo elefante chega ao santuário, nunca sabemos quais relações irão se formar. Todas as relações que já observamos são diferentes e cheias de nuances, e não há como prever quem se tornará amigo de quem.

Em muitos lugares pequenos, elefantes em cativeiro são forçados a dividir espaços com outros indivíduos, queiram ou não. Recintos inadequados e o estresse do cativeiro podem causar conflitos e ansiedade. Essas manadas improvisadas e forçadas acabam criando ainda mais sofrimento para elefantes que já enfrentam grandes dificuldades no cativeiro.

A beleza de um santuário está justamente no fato de que o amplo espaço e a autonomia oferecidos permitem que os elefantes explorem suas relações no próprio ritmo — ou até escolham não fazê-lo. Quando os grandes habitats foram planejados, sabíamos que oferecer espaço suficiente seria essencial para que todos se sentissem confortáveis. Os elefantes podem escolher ficar juntos ou manter mais distância entre si.

Há espaço para crescimento, mudanças, escolhas e decisões. E o que os elefantes decidem fazer com suas vidas sociais é completamente escolha deles.

O que frequentemente vemos é que elefantes que tiveram relações difíceis antes de chegar ao santuário — em instalações pequenas e apertadas — podem florescer e se tornar amigos muito sociáveis quando recebem tempo, espaço e autonomia.
    Mais uma vez, Maia, a “bolha do lago”, está d Mais uma vez, Maia, a “bolha do lago”, está de volta! Todos sabemos o quanto Maia gosta de relaxar na água, e aqui ela está aproveitando ao máximo o lago do Recinto 5, totalmente submersa e flutuando de lado. Ela rola de um lado para o outro, até encontrar o ponto perfeito para se refrescar e descansar.

Logo depois, Bambi se junta a Maia no lago. Bambi nem sempre se interessa em ficar completamente encharcada, mas quase sempre gosta de molhar a barriga. Aqui ela até se senta, acomodando o traseiro na margem lamacenta.

Sem querer ficar de fora da diversão, Guille entra rapidamente na água, onde Bambi está esperando. Guille não se deixa distrair pelas tentativas de Bambi e começa a espirrar água com a tromba, empolgada, quase como uma criança. Em certo momento, Guille decide se abaixar na água até o pescoço e vai recuando até encostar em Maia, que claramente está no modo relaxamento e não reage.

As três elefantas acabam se acomodando com os traseiros encostados umas nas outras, até que Bambi, cheia de energia, começa a brincar um pouco mais com Guille, colocando a tromba sobre as costas dela. Bambi tem uma energia contagiante e sabe que Guille é uma ótima parceira de brincadeiras; Guille, por sua vez, parece muito mais interessada em continuar espirrando água do que em qualquer outra coisa.

Depois de alguns momentos, Guille começa a pressionar a cabeça contra o lado de Maia. Maia praticamente não reage, mas acaba recuando um pouco em direção às duas amigas brincalhonas. Maia e Guille continuam se apoiando uma na outra, enquanto Bambi parece apenas parada e relaxando, finalmente se acalmando depois da animação.

Foi realmente uma das melhores festas no lago que vimos em muito tempo. Foi lindo testemunhar o quanto as três meninas estão confortáveis juntas e como os vínculos entre elas se fortaleceram ao longo do tempo.
    SIGA O SEB NO INSTAGRAM
    Copyright 2020 Santuário de Elefantes Brasil | Todos os direitos reservados | design
    • SANTUÁRIO
      • ORIGENS
      • QUEM SOMOS
      • POR QUE O BRASIL?
      • O QUE É?
      • O SEB
      • F.A.Q.
    • ELEFANTES
      • RESIDENTES
        • MAIA
        • RANA
        • MARA
        • BAMBI
        • GUILLERMINA
      • EM MEMÓRIA
        • GUIDA
        • RAMBA
        • POCHA
        • LADY
        • PUPY
        • KENYA
      • OUTROS RESIDENTES
    • CIÊNCIA
      • FATOS BÁSICOS SOBRE OS ELEFANTES
      • INFORMAÇÕES DETALHADAS
      • DOCS PARA DOWNLOAD
      • DOCS SANDRO
    • AJUDE
      • DOE AGORA!
      • ADOTE UM ELEFANTE
      • DOE & GANHE
    • PRODUTOS SEB
    • PARCEIROS
    • CONTATO
    Santuário de Elefantes Brasil