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Mente e Movimento – Capítulo I

By seb | ciência | 1 comment | 8 dezembro, 2013 | 0

Mente e Movimento: Indo ao encontro dos interesses dos elefantes” é o capítulo de abertura do livro “Um Elefante na Sala: a Ciência e o Bem-Estar dos Elefantes em Cativeiro”. Sobre o livro: “(…) O livro apresenta as dimensões biológicas, ecológicas e sociais do comportamento dos elefantes na natureza, como a base para qualquer conhecimento sólido sobre o que os elefantes querem e do que precisam. Discute os efeitos do trauma e do estresse sobre os elefantes, com um olhar atento sobre os atuais sistemas e crenças sobre o manejo de elefantes em cativeiro. […]

Mente e Movimento – Capítulo II

By seb | ciência | 1 comment | 8 dezembro, 2013 | 0

Elefantes em liberdade se movimentam pelo menos 20 de cada 24 horas, de forma ativa, envolvidos com a busca por alimentos, explorações, sociabilizações e procura por indivíduos da mesma espécie. […]

Mente e Movimento – Capítulo III

By seb | ciência | 1 comment | 8 dezembro, 2013 | 0

As atividades experimentadas por um elefante selvagem dão motivação a uma mente ativa e mantêm o corpo vigoroso em boa condição física. Não importa qual seja o cenário – procura por alimentos, defesa, socialização ou reprodução –, a vida diária de um elefante se distingue por necessidade, propósito, desafio, escolha, vontade, autonomia e camaradagem. […]

Mente e Movimento – Capítulo IV

By seb | ciência | 1 comment | 8 dezembro, 2013 | 0

Elefantes são criaturas vigorosas e inteligentes que se desenvolveram em ambientes físicos e sociais expansivos e complexos. Adaptados a grandes espaços, a contínua procura por comida, água, companheiros e cônjuges envolve movimentos em grande e pequena escala, que, acreditamos, são essenciais a seu bem-estar. […]

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O SEB

O Santuário de Elefantes Brasil (SEB) é uma organização sem fins lucrativos que ajuda a transformar as vidas e o futuro dos elefantes cativos da América do Sul, devolvendo a eles a liberdade de poder ser quem querem e merecem ser – elefantes.

 

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elefantesbrasil

O dia 12 de agosto marca o Dia Mundial do Elefante O dia 12 de agosto marca o Dia Mundial do Elefante — uma data que celebra esses animais incríveis e reforça a urgência de protegê-los. Aqui no Santuário de Elefantes Brasil, essa missão é real todos os dias.

Além disso, o mês de agosto foi dedicado à conscientização sobre o elefante asiático por meio da iniciativa do programa SAFE (Saving Animals From Extinction), lançado em 2020. A campanha tem como
objetivo ampliar a visibilidade das ameaças enfrentadas por essa espécie e incentivar ações concretas de conservação.

Restam entre 20 e 35 mil elefantes asiáticos na natureza, espalhados por 13 países da Ásia. Classificados como espécie em perigo pela IUCN, sua população declinou mais de 50% nas últimas três gerações. A perda de habitat — impulsionada por desmatamento e expansão agrícola — é a maior ameaça, seguida pela caça furtiva e pelo comércio ilegal de vida selvagem.

Então, nesse Mês da Conscientização sobre o Elefante Asiático, convidamos você a fazer parte dessa história. Desenvolvemos uma estampa exclusiva e lançamos nosso moletom edição limitada. Criamos também uma campanha de arrecadação específica, onde fazendo uma doação simbólica, você garante recursos para o cuidado, a alimentação e o
manejo especializado dos nossos elefantes. Cada presente é um gesto de carinho que se transforma em vida. Link nos stories e na bio!
Se você já se perguntou o que Bambi e Guille fazem Se você já se perguntou o que Bambi e Guille fazem quando Maia está em um daqueles cochilos mais demorados, talvez imagine que elas aproveitem para pastar e passear pelo habitat. E, na maior parte do tempo, é exatamente isso que acontece. Mas, nesta manhã, depois do café, enquanto Maia descansava tranquilamente na lagoa, Bambi decidiu convidar Guille para uma brincadeira.

No início do vídeo, Bambi está à direita, com a parte traseira voltada para a câmera. (Você pode identificar Guille pela cauda longa e bem peluda.) Em um gesto brincalhão, Bambi apoia a tromba sobre as costas de Guille. Guille parece não estar muito animada para uma disputa naquele momento, mas também demonstra querer permanecer por perto. Pouco depois, Bambi estica a tromba para tocar delicadamente o rosto de Guille, chegando até a colocá-la dentro de sua boca.

Depois de alguns minutos, Guille parece entrar na brincadeira e começa a recuar em direção ao rosto de Bambi — quase como uma criança provocando um irmão mais velho. Bambi volta a apoiar a tromba sobre as costas de Guille e a mantém ali enquanto Guille continua dando pequenos passos para trás.

Foi uma interação divertida e muito carinhosa. Guille parece perceber exatamente até onde pode ir na brincadeira, participando na medida certa para que Bambi pudesse gastar um pouco de energia. A dinâmica entre essas três elefantas é muito especial. As amizades que construíram têm muitas camadas e deixam claro o quanto elas se importam umas com as outras.
No Sorriso de Domingo desta semana, Baby nos mostr No Sorriso de Domingo desta semana, Baby nos mostra mais uma vez o quanto adora terra. Desde o seu primeiro dia no Santuário, ela deixou claro que esse é um dos seus elementos favoritos. Seja jogando terra sobre o próprio corpo, deitando sobre ela ou rolando de um lado para o outro, Baby parece aproveitar cada segundo da sensação da terra macia.

De tempos em tempos, renovamos os montes de terra dentro do galpão para que ela possa se deitar, se esfregar e conseguir a esfoliação natural de que sua pele tanto precisa. E, como vocês podem ver, ela já está adquirindo aquele característico tom avermelhado da terra do Santuário.

Como Baby parece realmente gostar de se cobrir de terra, criamos também alguns novos montes do lado de fora do galpão. Assim, ela pode escolher onde quer tomar seu banho de terra, descansar, tirar um cochilo ou simplesmente se apoiar. Sempre que necessário, renovamos esses montes com o auxílio da retroescavadeira, mantendo Baby em outro recinto durante o trabalho, para garantir sua segurança.

Até agora, ela tem aproveitado os montes externos tanto quanto os que ficam dentro do galpão. E é muito bonito vê-la deitada ali, completamente à vontade, mostrando que está cada vez mais confortável para relaxar e se sentir segura em seu novo lar.
Com a chegada de Baby, a 2ª moradora mais jovem do Com a chegada de Baby, a 2ª moradora mais jovem do SEB, recebemos perguntas sobre a possibilidade de ela ter um filhote no futuro e se as elefantas do Santuário ainda seriam capazes de se reproduzir. Entendemos essa curiosidade e sabemos que a ideia de ver as elefantas se tornando mães pode parecer encantadora. Mas acreditamos que é importante explicar por que elas nunca serão colocadas para reprodução.

A gestação de um filhote de elefante dura cerca de 22 meses — a mais longa entre todos os mamíferos. A exigência física é enorme, mesmo para uma elefanta jovem e saudável.

Na natureza, a primeira gestação costuma ocorrer entre os 14 e 15 anos nas elefantas africanas e um pouco mais tarde nas asiáticas. A capacidade reprodutiva diminui gradualmente com a idade e, no Santuário, a maioria das elefantas é geriátrica, com mais de 49 anos. Assim, com exceção de Baby e Guille, nenhuma delas está em faixa etária adequada para levar uma gestação até o fim.

Além da idade, existe um fator ainda mais importante. As marcas físicas e emocionais deixadas por décadas de cativeiro vão muito além do que podemos compreender. O maior presente que podemos oferecer é a oportunidade de se recuperar física e emocionalmente. Submetê-las à reprodução ou a uma gestação de 22 meses não seria apropriado para sua idade, condição física e nem faz parte da filosofia do Santuário. Além disso, a Global Federation of Animal Sanctuaries (GFAS), organização responsável por nossa acreditação, estabelece que verdadeiros santuários não realizam reprodução intencional de animais.

Embora tenhamos o privilégio de acompanhar diariamente a recuperação dessas elefantas, o Santuário ainda é uma forma de cativeiro. É, sem dúvida, o melhor que o cativeiro pode oferecer, mas a conservação da espécie precisa acontecer em seu habitat natural. Trazer novos filhotes para viver em um santuário não lhes proporcionaria a vida que merecem.

Nosso compromisso é oferecer a esses elefantes a oportunidade de viver o restante de suas vidas voltados para si mesmos, para sua recuperação e para os laços que constroem uns com os outros. É a isso que continuaremos dedicando todos os nossos dias.
A equipe de tratadores de Baby percebeu algo inter A equipe de tratadores de Baby percebeu algo interessante hoje: ela apareceu no galpão com lama argilosa do lago espalhada pelas patas e pelo rosto. É fácil saber que essa lama veio do lago, porque, neste momento, a margem ainda está acinzentada, e não com o tom avermelhado típico dos outros lagos do Santuário. Conforme Baby for entrando na água e misturando a terra ao fundo do lago, a argila vai se depositar e a camada superficial passará a adquirir a coloração avermelhada característica.

Tudo indica que Baby pode ter entrado um pouquinho no lago — mesmo que só até uma pequena profundidade — e se borrifado com água. Ainda não conseguimos vê-la fazendo isso, nem pessoalmente nem pelas câmeras de monitoramento, mas os sinais mostram que ela continua, com coragem, ampliando seus horizontes e explorando novas experiências.

P.S.: Para quem está curioso, Baby tinha uma 'piscina' em seu recinto no parque de diversões, mas quase nunca a utilizava. Agora, à medida que dá pequenos passos nessa nova vida no Santuário, talvez ela esteja redescobrindo atividades que antes não despertavam seu interesse.
Rana e Mara costumam dormir uma perto da outra pra Rana e Mara costumam dormir uma perto da outra praticamente todas as noites. Elas também têm um ritual muito característico: se acabam se separando no fim da noite — quando uma acorda enquanto a outra continua dormindo —, começam a trocar vocalizações até se reencontrarem. Não parece haver qualquer sinal de preocupação ou estresse. Pelo contrário, elas parecem saber que logo estarão juntas novamente. Na maioria das vezes, basta que uma chame o suficiente para despertar a outra.

Muitas pessoas perguntam se as elefantas realmente se deitam para dormir. A resposta é sim. É verdade que elefantes que vivem na natureza costumam dormir menos do que aqueles que vivem em um santuário. Na vida selvagem, eles precisam estar sempre atentos a possíveis perigos. Já aqui, Rana e Mara não precisam permanecer constantemente em alerta nem em movimento. Elas podem relaxar de verdade, baixar a guarda e desfrutar de um sono profundo.

Depois do pôr do sol, ouvimos um barulho vindo do habitat que parecia metal batendo. Scott foi até lá verificar se estava tudo bem. Após uma inspeção cuidadosa, constatou que não havia nenhum problema. Mas, no caminho de volta para o escritório, encontrou essas duas belezas — Mara à direita e Rana à esquerda — profundamente adormecidas.

Foi um daqueles momentos especiais: ouvir a respiração lenta e tranquila das duas e vê-las descansando tão próximas uma da outra tornou a volta para casa ainda mais feliz naquela noite.
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